(ENEM/PPL - 2018)
De certo modo o toxicômano diz a verdade sobre nossa condição social atual, quer dizer, temos a tendência de tornarmo-nos todos adictos em relação a determinados objetos, cuja presença se tornou para nós indispensável. Todas as nossas referências éticas ou morais não têm nada de sério diante do toxicômano, porque fundamentalmente somos viciados como ele.
MELMAN, C. Novas formas clínicas no início do terceiro milênio. Porto Alegre: CMC, 2003.
No trecho, o autor propõe uma analogia entre o vício individual e as práticas de consumo sustentada no argumento da
exposição da vida privada.
reinvenção dos valores tradicionais.
dependência das novas tecnologias.
recorrência de transtornos mentais.
banalização de substâncias psicotrópicas.
Gabarito:
dependência das novas tecnologias.
A) Incorreto. O excerto da questão não comenta sobre exposição da vida privada de indivíduos.
B) Incorreto. O autor sustenta seu argumento, na verdade, no sentido contrário da reinvenção dos valores tradicionais. Uma vez que os indivíduos da sociedade contemporânea podem ser comparados com toxicômanos por estarem sujeitos a viciar-se em objetos advindos de novas tecnologias, eles não reinventam os valores tradicionais.
C) Correto. O argumento sustentado pelo autor é de que os objetos provenientes de novas tecnologias podem ser tão viciantes quanto os entorpecentes para os toxicômanos, visto que a forma como os indivíduos se relacionam com o consumo pode ser problemático tanto quanto consumir substâncias psicotrópicas, além do fato de estas substâncias também serem provenientes das novas tecnologias.
D) Incorreto. O excerto da questão não comenta sobre transtornos mentais.
E) Incorreto. O autor não busca banalizar o uso de substâncias psicotrópicas, mas sim, propor uma reflexão comparando os toxicômanos com demais indivíduos da sociedade que podem viciar-se em objetos advindos de novas tecnologias e a sua relação de consumo.