(ENEM/PPL - 2018)
Nas décadas de 1860 e 1870, as escolas criadas ou recriadas, em geral, previam a presença de meninas, mas se atrapalhavam na hora de colocar a ideia em prática. Na província do Rio de Janeiro, várias tentativas foram feitas e todas malsucedidas: colocar rapazes e moças em dias alternados e, em 1874, em prédios separados. Para complicar, na Assembleia, um grupo de deputados se manifestava contrário ao desperdício de verbas para uma instituição “desnecessária”, e a sociedade reagia contra a ideia de coeducação.
VILLELA, H. O. S. O mestre-escola e a professora. In: LOPES, E. M. T.; FARIA FILHO, L. M.; VEIGA, C. G. (Org.). 500 anos de educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2003 (adaptado).
As dificuldades retratadas estavam associadas ao seguinte aspecto daquele contexto histórico:
Formação enciclopédica dos currículos.
Restrição do papel da mulher à esfera privada.
Precariedade de recursos na educação formal.
Vinculação da mão de obra feminina às áreas rurais.
Oferta reduzida de profissionais do magistério público.
Gabarito:
Restrição do papel da mulher à esfera privada.
a) Formação enciclopédica dos currículos.
Incorreto. O texto não fala acerca da formação enciclopédica dos currículos.
b) Restrição do papel da mulher à esfera privada.
Correta. Naquele contexto, a sociedade era predominantemente patriarcal, e as mulheres eram colocadas em posição de inferioridade.
c) Precariedade de recursos na educação formal.
Incorreto. A reflexão central do texto de apoio aponta para um problema que supera as fracas medidas do poder público.
d) Vinculação da mão de obra feminina às áreas rurais.
Incorreto. O texto não se refere às áreas rurais.
e) Oferta reduzida de profissionais do magistério público.
Incorreto. O texto não se refere a oferta reduzida de profissionais do magistério público.