(ENEM - 2018)
O anúncio publicitário da década de 1940 reforça os seguintes estereótipos atribuídos historicamente a uma suposta natureza feminina:
Pudor inato e instinto maternal.
Fragilidade física e necessidade de aceitação.
Isolamento social e procura de autoconhecimento.
Dependência econômica e desejo de ostentação.
Mentalidade fútil e conduta hedonista.
Gabarito:
Fragilidade física e necessidade de aceitação.
Essa questão se relaciona com a questão da função social da mulher e da imagem social da mulher. A ideia de estereótipo é trabalhada por autores como Homi Baba, mas o que era necessário saber era que o estereótipo é uma imagem simplista que condiciona um certo gênero ou tipo social a uma inferioridade em relação a quem produz essa imagem. Aqui, a mulher é tratada como um ser que depende da aprovação externa masculina e, pelo texto, sua função é ser agradável e adorável para este outro gênero. Para Homi Baba, a função do estereótipo é sempre reafirmar a imagem inferior do outro, e também vemos isso na necessidade de criação de um remédio para a saúde da mulher, que, no entanto, não especifica a doença, como se o corpo feminino fosse naturalmente doente, frágil e contagioso.