(ENEM - 2018 - PROVA AMARELA)
O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.
Passou um homem e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.
BARROS, M. O livro das Ignorãças. Rio de Janeiro: Best Seller, 2008.
O sujeito poético questiona o uso do vocábulo “enseada” porque a
terminologia mencionada é incorreta.
nomeação minimiza a percepção subjetiva.
palavra é aplicada a outro espaço geográfico
designação atribuída ao termo é desconhecida.
definição modifica o significado do termo no dicionário.
Gabarito:
nomeação minimiza a percepção subjetiva.
A) INCORRETA: pois a terminologia utilizada pelo homem que passou perto do eu lírico não está incorreta, mas o seu uso fez com que a percepção inial do eu lírico mudasse completamente.
B) CORRETA: Ao fazer uso da linguagem denotativa(palavra de conceito dicionarizado) para nominar a visão subjetivista que o eu-lírico fazia da visão do rio da janela de sua, o homem minimiza sua percepção carregada de poesia, tirando-lhe a graça, como pode er verificável no seguinte fragmento:"Passou um homem e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada. Não era mais a imagem de uma cobra de vidro".
C) INCORRETA: pois a palavra foi aplicada corretamente ao contexto em que se insere, uma vez que diz respeito a uma pequena baía formada na costa de um mar, rio, ou lago.
D) INCORRETA: O eu lírico de fato não conhece o termo enseada, porém, o último verso deixa muito claro que o problema dele com nome não é desconhecer seu significado, e sim a própria existência de um nome, seja qual for ele, pois retirou a subjetividade da imagem.
E) INCORRETA: a definição dada pelo homem que passou não modifica o significado no dicionário, mas modifica a forma como o eu lírico observa a situação do rio ao seu redor.