(ENEM PPL - 2017) O racismo institucional é a negação coletiva de uma organização em prestar serviços adequados para pessoas por causa de sua cor, cultura ou origem étnica. Pode estar associado a formas de preconceito inconsciente, desconsideração e reforço de estereótipos que colocam algumas pessoas em situações de desvantagem.
GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012 (adaptado).
O argumento apresentado no texto permite o questionamento de pressupostos de universalidade e justifica a institucionalização de políticas antirracismo. No Brasil, um exemplo desse tipo de política é a
reforma do Código Penal.
elevação da renda mínima.
adoção de ações afirmativas.
revisão da legislação eleitoral.
censura aos meios de comunicação.
Gabarito:
adoção de ações afirmativas.
A crença em pressupostos de universalidade está refletida no racismo institucional, que ilustra "formas de preconceito inconsciente". Os pressupostos de universalidade são as ideias que se concebem sobre um conjunto inteiro de indivíduos, em função de cor, cultura ou etnia. São os estereótipos, enraizados na sociedade de tal forma que levam à "negação coletiva de uma organização em prestar serviços adequados para pessoas" de determinados grupos, colocando-as em situação de desvantagem frente ao sistema como um todo.
Uma política antirracismo institucionalizada, que pode ser questionada a partir da perspectiva do racismo institucional, é a adoção de ações afirmativas. Ações afirmativas são medidas que buscam reverter a histórica situação de desigualdade e discriminação a que estão submetidos determinados grupos. Tais políticas partem do reconhecimento de que alguns grupos sociais, tais como os negros, os indígenas e as mulheres, foram historicamente privados de seus direitos, o que levou a uma condição de desigualdade (social, econômica, política e/ou cultural) acumulada que tende a se perpetuar.