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Questão 122

ENEM 2016
Português

(ENEM PPL - 2016)  

Parestesia não, formigamento
Trinta e três regras que mudam a redação de bulas no Brasil

Com o Projeto Bulas, de 2004, voltado para a tradução do jargão farmacêutico para a língua portuguesa – aquela falada em todo o Brasil – e a regulamentação do uso de medicamentos no país, cinco anos depois, o Brasil começou a sair das trevas.

O grupo comandado por uma doutora em Linguística da UFRJ sugeriu à Anvisa mudar tudo. Elaborou, também, "A redação de bulas para o paciente: um guia com os princípios de redação clara, concisa e acessível para o leitor de bulas", disponível em versão adaptada no site da Anvisa. Diferentemente do que acontece com outros gêneros, na bula não há espaço para inovações de estilo. "O uso de fórmulas repetitivas é bem-vindo, dá força institucional ao texto", explica a doutora. "A bula não pode abrir possibilidades de interpretações ao seu leitor".

Se obedecidas, as 33 regras do guia são de serventia genérica – quem lida com qualquer tipo de escrita pode se beneficiar de seus ensinamentos. A regra 12, por exemplo, manda abolir a linguagem técnica, fonte de possível constrangimento para quem não a compreende, e recomenda: "Não irrite o leitor." A regra 14 prega um tom cordial, educado e, sobretudo, conciso: "Não faça o leitor perder tempo".

Disponível em: revistapiaui.estadao.com br. Acesso em: 24 jul. 2012 (adaptado).

As bulas de remédio têm caráter instrucional e complementam as orientações médicas. No contexto de mudanças apresentado, a principal característica que marca sua nova linguagem é o(a)

A

possibilidade de inclusão de neologismo.

B

refinamento da linguagem farmacêutica.   

C

adequação ao leitor não especializado.  

D

detalhamento de informações.   

E

informalidade do registro.   

Gabarito:

adequação ao leitor não especializado.  



Resolução:

[C]

 

Segundo o artigo, o “Projeto Bulas” propõe que a linguagem usada nas bulas de remédio, com vocabulário específico e inteligível apenas a profissionais da área, seja substituído por outra, passível de ser entendida pela população leiga. Recomenda o uso de linguagem objetiva ("A bula não pode abrir possibilidades de interpretações ao seu leitor"), dispensando a linguagem técnica (“fonte de possível constrangimento para quem não a compreende”). Assim, as mudanças propostas têm como objetivo principal a adequação das bulas de remédio ao leitor não especializado, como se afirma em [C].     

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