(ENEM PPL - 2016)
A palavra e a imagem têm o poder de criar e destruir, de prometer e negar. A publicidade se vale deste recurso linguístico-imagético como seu principal instrumento. Vende a ficção como o real, o normal como algo fantástico; transforma um carro em um símbolo de prestigio social, uma cerveja em uma loira bonita, e um cidadão comum num astro ou estrela, bastando tão somente utilizar o produto ou serviço divulgado. 1Assim, fazer o banal tomar-se o ideal é tarefa ordinária da linguagem publicitária.
ALMEIDA, W. M. A linguagem publicitária e o estrangeirismo. Língua Portuguesa, n. 35, jan. 2012.
Alguns elementos linguísticos estabelecem relações entre as diferentes partes do texto. Nesse texto, o vocábulo "Assim" (ref. 1) tem a função de
contrariar os argumentos anteriores.
sintetizar as informações anteriores.
acrescentar um novo argumento.
introduzir uma explicação.
apresentar uma analogia.
Gabarito:
sintetizar as informações anteriores.
A) INCORRETA: pois "assim" não é uma conjunção adversativa. Conjunções adversativas: mas, contudo, porém, entretanto, todavia, etc.
B) CORRETA: A conjunção coordenativa “assim” expressa noção de conclusão relativamente ao que foi enunciado anteriormente, sintetizando as ideias antes expressas. A expressão poderia ser substituída, por exemplo, por "considerando isso", "tendo em vista esses exemplos"... Fica evidente seu valor resumitivo, e o interesse de ligar o que foi dito anteriormente a uma conclusão possível, que una as ideias em um "resultado".
C) INCORRETA: porque o "assim" não tem o significado de dar sequência e incluir novas informações, mas sim de concluir as informações já colocadas.
D) INCORRETA: as conjunções que introduzem explicaçõe são "porque, pois, uma vez que, etc."
E) INCORRETA: o papel de estabelecer uma analogia é dada às conjunções comparativas: "como, conforme, de acordo a, etc."