(ENEM PPL - 2016)
Pedra sobre pedra
Algumas fazendas gaúchas ainda preservam as taipas, muros de pedra para cercar o gado. Um tipo de cerca primitiva. Não há nada que prenda uma pedra na outra, cuidadosamente empilhadas com altura de até um metro. Engenharia simples que já dura 300 anos. A mesma técnica usada no mangueirão, uma espécie de curral onde os animais ficavam confinados à noite. As taipas são atribuídas aos jesuítas. O objetivo era domar o gado xucro solto nos campos pelos colonizadores espanhóis.
FERRI, M. Revista Terra da Gente, n. 96, abr. 2012.
Um texto pode combinar diferentes funções de linguagem. Exemplo disso é Pedra sobre pedra, que se vale da função referencial e da metalinguística. A metalinguagem é estabelecida
por tempos verbais articulados no presente e no pretérito.
pelas frases simples e referência ao ditado “não ficará pedra sobre pedra”.
pela linguagem impessoal e objetiva, marcada pela terceira pessoa.
pela definição de termos como “taipa” e “mangueirão”.
por adjetivos como “primitivas” e “simples”, indicando o ponto de vista do autor.
Gabarito:
pela definição de termos como “taipa” e “mangueirão”.
A) INCORRETA: a preocupação com os tempos do verbo não se vale de um esforço metalinguístico, mas apenas gramatical.
B) INCORRETA: as frases simples não se referenciam ao próprio ato da escrita, que é a função metalinguística.
C) INCORRETA: independentemente do tipo de linguagem utilizada, somente se ela se referir a ela mesma que seria uma função metalinguística.
D) CORRETA: pois a função metalinguística ocorre quando a preocupação do emissor está voltada para o próprio código ou linguagem, como acontece na explicação do significado dos termos “taipas” e “mangueirão”.
E) INCORRETA: indicando ou não o ponto de vista, a metalinguagem só é possível quando a linguagem retoma a própria linguagem.