(ENEM PPL - 2014)
TEXTO I

TEXTO II
Só Deus pode me julgar
| Soldado da guerra a favor da justiça | |
| Igualdade por aqui é coisa fictícia | |
| Você ri da minha roupa, ri do meu cabelo | |
| Mas tenta me imitar se olhando no espelho | |
| Preconceito sem conceito que apodrece a nação | |
| Filhos do descaso mesmo pós-abolição |
MV BILL. Declaração de guerra. Manaus:BMG, 2002 (fragmento).
O trecho do rap e o grafite evidenciam o papel social das manifestações artísticas e provocam a
consciência do público sobre as razões da desigualdade social.
rejeição do público-alvo à situação representada nas obras.
reflexão contra a indiferença nas relações sociais de forma contundente.
ideia de que a igualdade é atingida por meio da violência.
mobilização do público contra o preconceito racial em contextos diferentes.
Gabarito:
reflexão contra a indiferença nas relações sociais de forma contundente.
A) INCORRETA: pois não é falado no rap as razões pelas quais há a desigualdade social, mas sim que as pessoas têm uma indiferença ao se relacionarem com outras de classes sociais distintas.
B) INCORRETA: não se mostra que há uma rejeição dos leitores/receptores ao que foi falado/mostrado, mas sim apenas um movimento de se pensar criticamente sobre isso.
C) CORRETA: o autor do rap traz alguns exemplos de pessoas que reproduzem atitudes preconceituosas (rir da roupa, do cabelo, outras formas de preconceito), mas que, ao mesmo tempo, tenta reproduzir a imagem do outro em si. Logo, há essa crítica à indiferença hipócrita das pessoas diante da verdadeira atitude que elas tomam.
D) INCORRETA: pois o rap é totalmente contrário a isso, mas sim ele promove uma reflexão crítica sobre essa constância da violência e da indiferença.
E) INCORRETA: pois a mobilização do público para se pensar o preconceito racial não se dá em contextos diferentes, mas sim criticar esse preconceito no tocante à relação de pessoas de classes e origens diferentes.