(ENEM - 2014)
Em uma escala de 0 a 10, o Brasil está entre 3 e 4 no quesito segurança da informação. “Estamos começando a acordar para o problema. Nessa história de espionagem corporativa, temos muita lição a fazer. Falta consciência institucional e um longo aprendizado. A sociedade caiu em si e viu que é uma coisa que nos afeta”, diz S.P., pós-doutor em segurança da informação. Para ele, devem ser estabelecidos canais de denúncia para esse tipo de situação. De acordo com o conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), o Brasil tem condições de desenvolver tecnologia própria para garantir a segurança dos dados do país, tanto do governo quanto dá população. “Há uma massa de conhecimento dentro das universidades e em empresas inovadoras que podem contribuir propondo medidas para que possamos mudar isso [falta de segurança] no longo prazo”. Ele acredita que o governo tem de usar o seu poder de compra de softwares e hardwares para a área da segurança cibernética, de forma a fomentar essas empresas, a produção de conhecimento na área e a construção de uma cadeia de produção nacional.
SARRES, C. Disponível em: www.ebc.com.br. Acesso em: 22 nov. 2013 (adaptado).
Considerando-se o surgimento da espionagem corporativa em decorrência do amplo uso da internet, o texto aponta uma necessidade advinda desse impacto, que se resume em
alertar a sociedade sobre os riscos de ser espionada.
promover a indústria de segurança da informação.
discutir a espionagem em fóruns internacionais.
incentivar o aparecimento de delatores.
treinar o país em segurança digital.
Gabarito:
promover a indústria de segurança da informação.
A) INCORRETA: o objetivo do texto não é somente alertar a sociedade sobre o risco de ser espionada, até porque, caso fosse, haveria um chamativo diferente, com uma construção mais voltada para o problema, e não para a solução.
B) CORRETA: O fragmento fala sobre o baixo nível de segurança na internet que o Brasil tem. Com a popularização da internet e as problemáticas que envolvem a espionagem corporativa, a situação ficou mais alarmante. O que o texto sugere como solução para essa questão é que o país invista em tecnologia da informação, através de compra de softwares e hardwares e de investimento em empresas inovadoras.
C) INCORRETA: ao final do texto, não se espera que a questão da espionagem seja discutida em fóruns internacionais, até porque isso já pode até estar sendo feito. O objetivo, no entanto, é que a indústria nacional perceba a capacidade que tem de promover uma segurança de dados.
D) INCORRETA: A questão solicita que se aponte em que se resume a necessidade advinda do impacto da espionagem corporativa em decorrência do amplo uso da internet, logo, a informação mais ampla, que resume essa ideia é a promoção da indústria de segurança da informação. A alternativa D, no entanto, não é falsa. Há que denunciar o problema, mas, segundo o autor, é mais importante investir na indústria de segurança de informação.
E) INCORRETA: pois a necessidade advinda do impacto da espionagem é a de promoção da indústria de segurança da informação. O seguinte excerto do texto traz essa informação: "De acordo com o conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), o Brasil tem condições de desenvolver tecnologia própria para garantir a segurança dos dados do país, (...) Ele acredita que o governo tem de usar o seu poder de compra de softwares e hardwares para a área da segurança cibernética, de forma a fomentar essas empresas, a produção de conhecimento na área e a construção de uma cadeia de produção nacional."