(ENEM - 2013)
Pero un día, le fue presentado a Cortés un tributo bien distinto: un obsequio de veinte esclavas llegó hasta el campamento español y entre ellas, Cortés escogió a una.
Descrita por el cronista de la expedición, Bernal Díaz del Castillo, como mujer de “buen parecer y entremetida y desenvuelta”, el nombre indígena de esta mujer era Malintzin, indicativo de que había nacido bajo signos de contienda y desventura. Sus padres la vendieron como esclava; los españoles la llamaron doña Marina, pero su pueblo la llamó la Malinche, la mujer del conquistador, la traidora a los indios. Pero con cualquiera de estos nombres, la mujer conoció un extraordinario destino. Se convirtió en “mi lengua”, pues Cortés la hizo su intérprete y amante, la lengua que habría de guiarle a lo largo y alto del Imperio azteca, demostrando que algo estaba podrido en el reino de Moctezuma, que en efecto existía gran descontento y que el Imperio tenía pies de barro.
FUENTES, C. El espejo enterrado. Ciudad de México: FCE, 1992 (fragmento).
Malinche, ou Malintzin, foi uma figura chave na história da conquista espanhola na América, ao atuar como
intérprete do conquistador, possibilitando-lhe conhecer as fragilidades do Império.
escrava dos espanhóis, colocando-se a serviço dos objetivos da Coroa.
amante do conquistador, dando origem à miscigenação étnica.
voz do seu povo, defendendo os interesses políticos do Império asteca.
maldição dos astecas, infundindo a corrupção no governo de Montezuma.
Gabarito:
intérprete do conquistador, possibilitando-lhe conhecer as fragilidades do Império.
a) Alternativa correta. Isso pode ser lido em "[...] Cortés la hizo su intérprete y amante, la lengua que habría de guiarle a lo largo y alto del Imperio azteca, demostrando que algo estaba podrido en el reino de Moctezuma [...]".
b) Alternativa incorreta. Apesar de ela ter sido escrava, não foi isso que a transformou em uma personalidade chave na história da conquista espanhola na América.
c) Alternativa incorreta. Não há informações sobre miscigenação étnica, o que provavelmente também não a colocaria como uma figura chave da história.
d) Alternativa incorreta. Na verdade, ela foi tachada como traidora dos indígenas, tendo seu poder reconhecido só depois. Portanto, não foi isso que a levou a se tornar alguém importante na história.
e) Alternativa incorreta. No fim das contas, ela não foi uma maldição, mas, sim, ajudou a descobrir as falhas do Império. Deste modo, ela ter sido considerada a maldição dos indígenas não foi o que a tornou uma das peças-chave da história da conquista espanhola na América.