(ENEM - 2010)
"Todas as manhãs quando acordo, experimento um prazer supremo: o de ser Salvador Dalí.”
NÉRET, G. Salvador Dalí. Taschen, 1996.
Assim escreveu o pintor dos “relógios moles” e das “girafas em chamas” em 1931. Esse artista excêntrico deu apoio ao general Franco durante a Guerra Civil Espanhola e, por esse motivo, foi afastado do movimento surrealista por seu líder, André Breton. Dessa forma, Dalí criou seu próprio estilo, baseado na interpretação dos sonhos e nos estudos de Sigmund Freud, denominado “método de interpretação paranoico”. Esse método era constituído por textos visuais que demonstram imagens
do fantástico, impregnado de civismo pelo governo espanhol, em que a busca pela emoção e pela dramaticidade desenvolveram um estilo incomparável.
do onírico, que misturava sonho com realidade e interagia refletindo a unidade entre o consciente e o inconsciente como um universo único ou pessoal.
da linha inflexível da razão, dando vazão a uma forma de produção despojada no traço, na temática e nas formas vinculadas ao real.
do reflexo que, apesar do termo “paranoico”, possui sobriedade e elegância advindas de uma técnica de cores discretas e desenhos precisos.
da expressão e intensidade entre o consciente e a liberdade, declarando o amor pela forma de conduzir o enredo histórico dos personagens retratados.
Gabarito:
do onírico, que misturava sonho com realidade e interagia refletindo a unidade entre o consciente e o inconsciente como um universo único ou pessoal.
a) Alternativa incorreta. Não há, no surrealismo, uma busca pela dramatização.
b) Alternativa correta. As imagens se pautam nos sonhos, por isso é possível afirmar seu caráter onírico. Além disso, as produções surrealistas juntam o universo dos sonhos com o da racionalidade.
c) Alternativa incorreta. O surrealismo trabalha justamente o abandono da racionalização.
d) Alternativa incorreta. Não há sobriedade ou elegância no surrealismo. É um estilo de pintura justamente pautado na utilização de cores fortes e um abandono da sobriedade, com um apelo ao mundo onírico e quase psicodélico.
e) Alternativa incorreta. Não há um retrato do enredo histórico dos personagens, já que, muitas vezes, as obras surrealistas nem os possuem.