(ENEM 2010) Júpiter, conhecido como o gigante gasoso, perdeu uma das suas listras mais proeminentes, deixando o seu hemisfério sul estranhamente vazio. Observe a região em que a faixa sumiu, destacada pela seta.
Disponível em: http://www.inovacaotecnologica.com.br. Acesso em: 12 maio 2010 (adaptado).
A aparência de Júpiter é tipicamente marcada por duas faixas escuras em sua atmosfera – uma no hemisfério norte e outra no hemisfério sul. Como o gás está constantemente em movimento, o desaparecimento da faixa no planeta relaciona-se ao movimento das diversas camadas de nuvens em sua atmosfera. A luz do Sol, refletida nessas nuvens, gera a imagem que é captada pelos telescópios, no espaço ou na Terra.
O desaparecimento da faixa sul pode ter sido determinado por uma alteração
na temperatura da superfície do planeta.
no formato da camada gasosa do planeta.
no campo gravitacional gerado pelo planeta.
na composição química das nuvens do planeta.
na densidade das nuvens que compõem o planeta.
Gabarito:
na densidade das nuvens que compõem o planeta.
Infelizmente, essa não é uma questão muito boa e apresenta muitas controvérsias, pois no site da NASA há afirmações de que a alteração química das nuves do planeta podem sim afetar o padrão de faixas de Júpiter. Porém, no enunciado não temos informações o suficiente pra definir isso, assim vamos tentar marcar aquilo mais próximo do nosso conhecimento básico da matéria.
Partimos do texto para encontrar a resposta. Como ele afirma que houve um movimento possível dessa faixa e trata-se de gases, podemos afirmar que uma alteração em sua densidade pode alterar a dinâmica de distribuição destes pela superfície do planeta.
A letra A afirma uma alteração da temperatura na superfície do planeta. Se a temperatura da superfície se alterasse, não alteraria a dinâmica dos gases atmosféricos do planeta e, por isso, está incorreta.
A letra B afima que uma alteração no formato da camada gasosa ocasionaria o desaparecimento d faixa sul. Bom, não tem muito rigor científico nessa alternativa, isto é, pode ser e pode não ser, não existe um argumento no texto ou na nossa grade de estudos que descreva a alteração do formato da camada gasosa como causadora do fenômeno. Ainda, a alteração desse formato é consequência da alteração de alguma propriedade física e, portanto, mesmo que faça sentido não é causa primária daquilo que é observado.