(UPE 2020)
Analise o texto a seguir:
“Nos últimos cinco séculos de desenvolvimento e expansão geográfica do capitalismo, a concorrência se estabelece como regra. Agora, a competitividade toma o lugar da competição. A concorrência atual não é mais a velha concorrência, sobretudo porque chega eliminando toda forma de compaixão. A competitividade tem a guerra como norma. Há, a todo custo, que vencer o outro, esmagando-o para tomar seu lugar. Os últimos anos do século XX foram emblemáticos, porque neles se realizaram grandes concentrações, grandes fusões, tanto na órbita da produção como na das finanças e da informação. Esse movimento marca um ápice do sistema capitalista, mas é também indicador do seu paroxismo, já que a identidade dos atores, até então mais ou menos visível, agora finalmente aparece aos olhos de todos”.
SANTOS, Milton. Por outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record. S/d.
Com respeito ao assunto contemplado no texto, deduz-se que o desenvolvimento dos países, orientado para o capitalismo no seu ápice, volta-se sobretudo para alguns aspectos. Sobre estes, analise os itens a seguir:
1. Mercado livre
2. Acumulação de riqueza
3. Automação
4. Substituição de trabalhadores
5. Competitividade
Estão CORRETOS
1 e 2, apenas.
3 e 5, apenas.
1, 2 e 3, apenas.
2, 4 e 5, apenas.
1, 2, 3, 4 e 5.
Gabarito:
1, 2, 3, 4 e 5.
O capitalismo, para seu bom desenvolvimento e consolidação como sistema político e econômico hegemônico, conta com todos os aspectos citados, e isso é observável no texto da questão: “a concorrência se estabelece como regra […] A competitividade tem a guerra como norma. Há, a todo custo, que vencer o outro, esmagando-o para tomar seu lugar [...] se realizaram grandes concentrações, grandes fusões, tanto na órbita da produção como na das finanças e da informação.” Neste trecho, vemos expressos, respectivamente, Mercado Livre, Competitividade e Acumulação de Riqueza. Além disso, a automação e a substituição dos trabalhadores também são típicas do contexto capitalista, vinculado à otimização da produção que, muitas vezes, torna o trabalhador obsoleto e prioriza automatizar os processos.