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Questão 2885

UNIFESP 2014
Português

(Unifesp 2014)

O nada que é

Um canavial tem a extensão
ante a qual todo metro é vão.

Tem o escancarado do mar
que existe para desafiar

que números e seus afins
possam prendê-lo nos seus sins.

Ante um canavial a medida
métrica é de todo esquecida,

porque embora todo povoado
povoa-o o pleno anonimato

que dá esse efeito singular:
de um nada prenhe como o mar.

(João Cabral de Melo Neto. Museu de tudo e depois, 1988.)

Nos versos iniciais do poema – Um canavial tem a extensão / ante a qual todo metro é vão. –, metro é concebido como

A

forma ineficaz de se medir a extensão de um canavial.

B

forma de se medir corretamente um canavial.

C

meio de se dizer mais de um canavial do que só sua extensão.

D

tradução subjetiva da extensão de um canavial.

E

meio de se medir a extensão de um canavial com precisão.

Gabarito:

forma ineficaz de se medir a extensão de um canavial.



Resolução:

João Cabral, ao descrever o canavial, busca descrever a sua grandeza em território. Para esse efeito, diz: Um canavial tem a extensão / ante a qual todo metro é vão. Ao utilizar essa imagem, ele se refere a extensão do canavial, tão grande que a unidade de medida metro não é capaz de medir todo o seu tamanho. Dessa maneira, a alternativa correta é a letra [A]: forma ineficaz de se medir a extensão de um canavial.

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