(Unifesp 2008) No século XVI, nas palavras de um estudioso, "reformar a Igreja significava reformar o mundo, porque a Igreja era o mundo". Tendo em vista essa afirmação, é correto afirmar que
os principais reformadores, como Lutero, não se envolveram nos desdobramentos políticos e socioeconômicos de suas doutrinas.
o papado, por estar consciente dos desdobramentos da reforma, recusou-se a iniciá-la, até ser a isso obrigado por Calvino.
a burguesia, ao contrário da nobreza e dos príncipes, aderiu à reforma, para se apoderar das riquezas da Igreja.
os cristãos que aderiram à reforma estavam preocupados somente com os benefícios materiais que dela adviriam.
o aparecimento dos anabatistas e outros grupos radicais são a prova de que a reforma extrapolou o campo da religião.
Gabarito:
o aparecimento dos anabatistas e outros grupos radicais são a prova de que a reforma extrapolou o campo da religião.
A: A Igreja, como diz o enunciado, era o mundo. Era o sustentáculo de reis, de normas sociais e de políticas da época. Assim, os reformadores questionavam não apenas vários pontos da religião dominante, mas também a estrutura da sociedade
B: O papado não tinha intentos de reformar a Igreja. Além disso, o primeiro grande crítico da Igreja, que causou uma quebra na unidade cristã no Ocidente, foi Lutero.
C: A nobreza e os príncipes, assim como a burguesia, aderiram à reforma.
D: A reforma não garantia aos cristãos a aquisição de nenhum bem material, mas apresentava questionamentos à Igreja e à forma como ela dominava as estruturas da sociedade. Dessa forma, aqueles que aderiam à reforma não buscavam apenas melhorias individuais e benefícios materiais, porque os impactos iriam muito além disso.
E: Os anabatistas se inspiravam nas ideias de Lutero, desenvolvidas contra o poder religioso, social e político da Igreja católica. Eles desenvolveram consciência social e política, passando a reivindicar mais igualdade e melhores condições de vida; não contestavam apenas doutrinas católicas, mas o domínio clerical que se expandia a todas as esferas da sociedade. Os anabatistas formavam grupos diversos, mas que, de forma geral, eram a favor da separação entre Igreja e Estado.