(UNIFESO 2016)
“Embora a terra e todas as criaturas inferiores sejam comuns a todos os homens, cada homem tem uma propriedade em sua própria pessoa. A esta ninguém tem direito algum além dele mesmo. O trabalho de seu corpo e a obra de suas mãos, pode-se dizer, são propriamente dele. Qualquer coisa que ele então retire do estado com que a natureza o proveu e deixou, mistura-a ele com o seu trabalho e junta-lhe algo que é seu, transformando-a em sua propriedade. Sendo por ele retirada do estado comum em que a natureza a deixou, a ele agregou, com esse trabalho, algo que a exclui do direito comum dos demais homens.”
(John Locke. Dois Tratados sobre o governo. II, §27)
O trecho acima trata de um tema fundamental para o pensamento liberal: o que vem a ser a propriedade.
De acordo com Locke, a propriedade é
um direito coletivo que se sobrepõe ao indivíduo.
fonte de desigualdade social.
aquilo que pertence ao homem a partir de seu trabalho.
uma instituição avessa à natureza humana.
algo que deve ser superado em benefício da humanidade.
Gabarito:
aquilo que pertence ao homem a partir de seu trabalho.
c) Correta. aquilo que pertence ao homem a partir de seu trabalho.
O trabalho é, ao mesmo tempo, o fundamento da propriedade privada e a sua aquisição, pois o trabalho de um indivíduo pertence a ele mesmo, bem como os frutos e resultados desse trabalho. Portanto, uma vez, pelo trabalho, acrescentando algo à natureza que lhe é seu, o homem transforma-os em propriedade individual.
a) Incorreta. um direito coletivo que se sobrepõe ao indivíduo.
A propriedade não é um direito coletivo que deve se sobrepor ao indivíduo, ao contrário, um direito natural com base no indivíduo. Nesse sentido, John Locke se contrapõe ao Rousseau.
b) Incorreta. fonte de desigualdade social.
Essa concepção crítica se revela em Rousseau, não em John Locke, que a justifica.
d) Incorreta. uma instituição avessa à natureza humana.
Ao contrário, John Locke concebe que a propriedade é um direito natural.
e)In correta. algo que deve ser superado em benefício da humanidade.
John Locke não concebe que a propriedade privada deva ser superada, pois é um direito natural que deve ser resguardado ao indivíduo.