(UNICENTRO - 2008) Durante a Baixa Idade Média [do século XI ao século XV], as relações comerciais se davam entre o sudeste da Ásia, o norte da África e a Europa. O mercado estava limitado a essas regiões. A partir do século XV, com a circunavegação da África, a descoberta do caminho marítimo para as Índias por Vasco da Gama, a chegada de Colombo à América e a volta ao mundo por Fernão de Magalhães, expandiram-se as regiões produtoras e consumidoras, constituindo-se o mercado mundial. A descoberta de novos continentes, com o conseqüente surgimento de um mercado mundial, interligando Europa, África, Ásia e América, recebeu em História o nome de expansão marítima e comercial europeia.
(CÁCERES, Florival. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1993.)
No processo de constituição do mercado mundial, a partir do século XV, como definido no texto, comprova-se
o desinteresse da Inglaterra pelas novas conquistas ultramarinas, uma vez que já dominava o comércio de todo o norte da Europa, desde a Guerra dos Cem Anos.
a oficialização do direito consuetudinário como instrumento eficaz nas negociações entre as nações mercantilistas, desconhecedoras do regime de propriedade privada.
os investimentos nas atividades artesanais como suporte ao funcionamento das fábricas e indústrias, estabelecidas nas colônias ultramar.
o respeito cultivado pelas nações mercantilistas em relação ao espaço de domínio de suas co-irmãs, em obediência aos princípios da “Trégua de Deus”, estabelecidos pela Igreja Católica.
as disputas ibéricas, entre Portugal e Espanha, que geraram controvérsias e conflitos acerca do direito de posse sobre as terras descobertas e/ou a descobrir.
Gabarito:
as disputas ibéricas, entre Portugal e Espanha, que geraram controvérsias e conflitos acerca do direito de posse sobre as terras descobertas e/ou a descobrir.
a) o desinteresse da Inglaterra pelas novas conquistas ultramarinas, uma vez que já dominava o comércio de todo o norte da Europa, desde a Guerra dos Cem Anos.
Incorreta. Os ingleses estabeleceram diversas colônias nesse contexto.
b) a oficialização do direito consuetudinário como instrumento eficaz nas negociações entre as nações mercantilistas, desconhecedoras do regime de propriedade privada.
Incorreta. Havia sim a noção de propriedade, mesmo que específica à época e rudimentar em comparação à contemporaneidade. O direito consuetudinário não vigorava no Estado moderno.
c) os investimentos nas atividades artesanais como suporte ao funcionamento das fábricas e indústrias, estabelecidas nas colônias ultramar.
Incorreta. Não havia estabelecimento de atividades fabris nos territórios coloniais. Estes, eram fundamentados na agroexportação e na extração de matéria-prima.
d) o respeito cultivado pelas nações mercantilistas em relação ao espaço de domínio de suas co-irmãs, em obediência aos princípios da “Trégua de Deus”, estabelecidos pela Igreja Católica.
Incorreta. Diversos conflitos foram motivados pela posse de territórios no além-mar, e sendo assim, tal trégua jamais existiu.
e) as disputas ibéricas, entre Portugal e Espanha, que geraram controvérsias e conflitos acerca do direito de posse sobre as terras descobertas e/ou a descobrir.
Correta. Os países pioneiros nas navegações modernas foram Espanha e Portugal, especialmente pela precoce formação nacional destes.