(UNICAMP - 2024 - 2ª FASE)
Desde sua independência, em 1956, o Sudão tem sido assolado por guerras civis. Com a criação do Sudão do Sul, em 2011, o Sudão perde parte de seu território, passando a enfrentar conflitos por delimitação de fronteira com o novo país vizinho. Soma-se a isso uma grave crise política interna, iniciada em 2023, cujos confrontos armados levam a um deslocamento interno massivo da população do país.

A partir de seus conhecimentos e do mapa ao lado, responda às questões a seguir.
a) Qual potência europeia colonizou o Sudão a partir do final do século XIX? Aponte ao menos três fatores responsáveis pela recorrência de guerras civis no Sudão após a independência.
b) Indique o recurso natural que tem sido disputado entre Sudão e Sudão do Sul. Explique como a configuração territorial relacionada à exploração desse recurso acirrou o conflito entre esses países.
Gabarito:
Resolução:
a) A potência europeia que colonizou o Sudão, ao longo do século XIX, foi a Inglaterra. Existem diversos fatores que justificam os conflitos atuais na região, entre eles é possível citar o legado da colonização, que organizou as fronteiras dos territórios coloniais de forma a unir grupos étnicos rivais que, após a independência, voltaram a entrar em conflito. Além disso, a presença marcante de jazidas de minerais metálicos e petróleo na região aumenta a disputa política pela exploração e venda desses recursos entre as elites locais, que podem entrar em conflitos armados. Por fim, a própria disputa pelo controle do território por parte dos diferentes grupos políticos que lutaram pela independência e que, agora, buscam consolidar seu poder no novo país.
b) É possível observar no mapa que a maior parte das reservas de petróleo estão localizadas no território do Sudão do Sul, país recém criado. Porém, a infraestrutura necessária para refinar e distribuir o petróleo ainda está localizada no Sudão, fazendo com que a interdependência entre os países siga existindo. Dessa forma, ambos os países seguem em conflito para dominar ainda mais a área de fronteira, seja para se apoderar das refinarias (no caso do Sudão do Sul) ou para controlar os poços de perfuração (no caso do Sudão).