(UNICAMP - 2022 - 2ª fase)
Embora a teoria cromossômica mendeliana da hereditariedade estivesse bem fundamentada na década de 1920, buscavam-se evidências celulares de que os cromossomos trocavam partes (crossing-over). Essas evidências justificariam porque algumas observações diferiam do esperado pela segregação independente de cromossomos.
a) Diversos estudos sobre a genética de milho, conduzidos por Lowell Fitz Randolph, buscaram identificar evidências celulares do crossing-over em metáfase I. Entretanto, quando Bárbara McClintock investigou o crossing-over em paquíteno (uma das subfases da prófase I), a pesquisadora obteve sucesso junto ao microscópio. Explique uma razão do sucesso nos experimentos de Bárbara McClintock. Cite uma importância do crossing-over.
b) A tabela ao lado representa a proporção fenotípica de indivíduos (geração F1), após o cruzamento, em um experimento realizado em milho. Sendo os genes responsáveis pelos fenótipos F, G e H ligados nesta sequência, o que é possível inferir sobre a distância entre os genes? Justifique. Considere que f, g e h representam estados fenotípicos alternativos para os caracteres controlados pelos genes responsáveis por F, G e H, respectivamente. A partir das informações fornecidas e de seus conhecimentos sobre genética e biologia celular, explique por que as frequências observadas diferem do que seria esperado, considerando-se a Segunda Lei de Mendel.

Gabarito:
Resolução:
a) Bárbara McClintock obteve sucesso em verificar o crossing over no paquíteno, pois é nesta subfase da prófase I que os cromossomos homólogos realizam a troca de pedaços entre si, após terem passado pelo pareamento durante a subfase zigoteno, que antecede o paquiteno. O crossing over tem grande importância na promoção da variabilidade genética nos organismos, que é importante nas populações pois permite que diferentes indivíduos respondam de diferentes maneiras aos estímulos do ambiente.
b) Na tabela, são demonstrados, além dos genótipos parentais (FGH e fgh), os genótipos recombinantes fGH e Fgh, além de fgH e FGh. Considerando que a frequência de um genótipo recombinante corresponde à metade da distância entre o gene que sofreu recombinação e o próximo gene, podemos inferir que a distância entre os genes F e G é de 5 centimorgans, enquanto a distância entre G e H é de 15 centimorgans. A segunda lei de Mendel aponta para a segregação independente dos cromossomos e, consequentemente, dos genes contidos neles. Os genes F, G e H estão em linkage, ou seja, estão localizados nos mesmos cromossomos homólogos, o que impede que haja a sua segregação independente, afetando as frequências esperadas nos cruzamentos.