(UNICAMP - 2015)
Sinto no meu corpo
A dor que angustia
A lei ao meu redor
A lei que eu não queria
Estado violência
Estado hipocrisia
A lei que não é minha
A lei que eu não queria
(“Estado Violência”, Charles Gavin, em Titãs, Cabeça Dinossauro,WEA, 1989.)
A letra dessa música, gravada pelos Titãs,
critica a noção de Estado e sua ausência de controle, aspectos comuns ao liberalismo e ao marxismo.
constata que o corpo físico e o corpo político se relacionam em sociedades de controle.
critica o autoritarismo policial e o modelo de regulação proposto pelo anarquismo.
constata que o Estado autoritário, mesmo com boas leis, é sabotado pela figura do policial.
Gabarito:
constata que o corpo físico e o corpo político se relacionam em sociedades de controle.
a) INCORRETA, já que o marxismo não fala sobre a ausência de controle do Estado, pelo contrário, argumenta a favor desse controle. Apesar de existir uma crítica ao Estado, não podemos dizer que é uma crítica à falta de controle, mas sim ao controle exagerado, ao controle que não é querido pelos que são controlados, algo percebido através dos versos que dizem que a lei não foi escolhida pelo eu lírico.
b) CORRETA, uma vez que há teóricos que argumentam que o controle dos corpos físicos é algo muito explorado na sociedade moderna, onde são utilizados vários mecanismos disciplinares. Esse controle é realizado através do corpo político, o qual o justifica também, dessa forma temos o que é chamado pelos sociológos de "sociedade de controle".
c) INCORETA, já que o pensamento anarquista vai contra a ideia de Estado e a qualquer outro tipo de controle, é a ordem atingida através da ausência de estruturas de controle, algo que não está de acordo com o texto.
d) INCORRETA, já que não há uma denúncia da figura policial, na verdade, há menção da lei e do Estado autoritário, mas não há uma crítica explícita aos policiais.