(UNICAMP - 2015)
A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato.
LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13.
O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte,
afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.
é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.
aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.
defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.
Gabarito:
afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.
a) Correta. afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.
Seguindo a tradição empírica, Locke compreende que o conhecimento somente pode ser adquirido pelos sentidos, isto é, pela experiência sensorial. Nesse sentido, o conhecimento não é inato, isto é, conceitos que habitam a mente humana sem a relação com a experiência. Portanto, o empirismo compreende que é somente pela experiência que a mente capta as informações e a razão é capaz de transformá-la em conhecimento.
b) Incorreta. é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.
O empirismo não é uma forma de ceticismo, embora haja perspectivas de filósofos empiristas que sejam céticas, como a de Hume.
c) Incorreta. aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.
O modelo científico cartesiano afirma as ideias inatas, pois o inatismo está imbricado no racionalismo.
d) Incorreta. defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.
A noção de que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento é semelhante ao inatismo e que, portanto, fugiria do escopo da experiência as suas origens, o que não é demonstrável pela perspectiva empirista.