(UNICAMP - 2013 - 2 fase - Questão 11)
Tradicionalmente, a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na Batalha de Covadonga, na região da Península Ibérica, em 722, foi considerada o início da chamada Reconquista. Mais do que um decisivo confronto bélico, Covadonga foi uma luta dos habitantes locais por sua autonomia. A aproximação ideológica desta vitória, feita mais tarde por clérigos das Astúrias, conferiu à batalha a importância de um fato transcendente, associado ao que se considerava a missão da monarquia numa Hispânia que tombara diante dos seus inimigos.
(Adaptado de R. Ramos, B. V. Sousa e N. Monteiro (orgs.), História de Portugal. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2009, p. 17-18.)
a) Explique o que foi a Reconquista.
b) De que maneiras a Batalha de Covadonga foi reutilizada no discurso histórico e político pelos clérigos das Astúrias?
Gabarito:
Resolução:
a) A Reconquista foi uma série de batalhas envolvendo cristãos e muçulmanos presentes na península ibérica, numa disputa territorial: desde sua expansão no século XVIII, os muçulmanos tomaram para si uma parte do território dos cristãos, que então lutaram para reaver a região. Os conflitos foram desde o século XVIII até 1492, ano em que o último território reconquistado pelos cristãos, Granada.
b) A Batalha de Covadonga foi reutilizada no discurso histórico e político dos clérigos como um marco fundador da Hispânia monárquica, conferindo legitimidade à monarquia espanhola vinculada à Igreja. Como vemos no texto, à batalha foi atribuída uma importância transcendental, associado à “missão da monarquia” contra os árabes da península ibérica.