(UNICAMP - 2009 - 1 FASE)
Os animais humanizados de Walt Disney serviam à glorificação do estilo de vida americano. Quando os desenhos de Disney já eram famosos no Brasil, o criador de Mickey chegou aqui como um dos embaixadores da Política da Boa Vizinhança. Em 1942, no filme Alô, amigos, um símbolo das piadas brasileiras, o papagaio, vestido de malandro, se transformou no Zé Carioca. A primeira cópia do filme foi apresentada a Getúlio Vargas e sua família, e por eles assistida diversas vezes. Os Estados Unidos esperavam, com a Política da Boa Vizinhança, melhorar o nível de vida dos países da América Latina, dentro do espírito de defesa do livre mercado. O mercado era a melhor arma para combater os riscos do nacionalismo, do fascismo e do comunismo.
(Adaptado de Antonio Pedro Tota, O imperialismo sedutor: a americanização do Brasil na época da Segunda Guerra. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, pp. 133-138, 185-186.)
a) De acordo com o texto, de que maneiras os personagens de Walt Disney serviam à política externa norteamericana na época da Segunda Guerra Mundial?
b) Como o governo Vargas se posicionou em relação à Segunda Guerra Mundial?
Gabarito:
Resolução:
a) Os personagens serviam a isso porque eram uma glorificação do estilo de vida americano, no caso do desenho mirado ao Brasil, percebe-se que representavam também uma Política da Boa Vizinhança, política que objetivava o alinhamento brasileiro aos EUA perante o cenário da Segunda Guerra Mundial Dentro disso, o modo de vida e os valores estadunidenses também se espalhariam pelo país.
b) Inicialmente, Vargas manteve o Brasil numa postura de neutralidade perante o Eixo e os Aliados, mas, ao mesmo tempo, pleiteava apoio financeiro e tecnológico dos Estados Unidos, devido aos planos de desenvolvimento industrial do governo varguista para o país. No entanto, em 1942 Vargas declarou guerra ao eixo e entrou para o bloco dos Aliados, depois que navios brasileiros foram afundados por nazistas e vários indivíduos morreram. Isso fez com que o governante fosse pressionado pela opinião pública do Brasil, além da pressão estadunidense.