(UNESP - 2022 - 1ª fase - DIA 2)
A partir do momento em que determinado espaço (periférico ou central, mas tido como degradado e desvalorizado) passa a ser incorporado pelas estratégias do mercado imobiliário, em geral articuladas com as do Estado, temos como tendência uma imanente possibilidade de conflito.
(Glória da A. Alves. “A mobilidade/imobilidade na produção do espaço metropolitano”. In: Ana F. A. Carlos et. al. (orgs.). A produção do espaço urbano, 2019.)
Nas cidades brasileiras, uma manifestação do conflito destacado no excerto é
a formação de zonas econômicas especiais.
a realização do ajuste estrutural.
o incremento da segregação socioespacial.
o estímulo à inversão demográfica.
a ampliação da centralidade urbana.
Gabarito:
o incremento da segregação socioespacial.
a) Incorreta, pois, as zonas econômicas especiais referem-se a locais de produção com isenções fiscais, sem nenhuma relação direta com o texto.
b) Incorreta, pois, não foram feitos nenhum ajuste estrutural no contexto expresso pelo texto, ao que se refere ao contexto imobiliário.
c) Correta, pois, com o aumento dos preços dos imóveis, pessoas com situação econômica mais vulnerável não mais conseguem habitar áreas centrais ou infraestruturadas da cidade, o que gera uma maior segregação socioespacial, já que essas pessoas mais pobres não conseguem habitar o mesmo local que as pessoas mais ricas.
d) Incorreta, pois, o contexto imobiliário não possui relação nenhuma com a inversão demográfica, que, por sinal, não tem ocorrido no Brasil.
e) Incorreta, pois, a centralidade urbana independe do contexto imobiliário, estando associada, principalmente, ao maior mercado de trabalho e desenvolvimento econômico nos grandes centros urbanos.