(UNESP - 2022 - 1ª fase - DIA 1)
A disposição e a distribuição dos estômatos nas folhas são adaptações das espécies vegetais aos ambientes onde ocorrem. Os estômatos podem estar dispostos em ambas as faces da folha ou em apenas uma delas. Quando são encontrados nas duas faces, a folha é chamada de anfiestomática; quando são encontrados apenas na face abaxial (inferior), a folha é hipoestomática; e quando estão presentes apenas na face adaxial (superior), a folha é epiestomática. A figura 1 apresenta a salvínia (Salvinia auriculata), uma planta aquática cujas folhas flutuam sobre as águas. A figura 2 apresenta um pequizeiro (Caryocar brasiliense), espécie vegetal arbórea de ambientes quentes e de baixa pluviosidade. E a figura 3 apresenta exemplares de bromélia (Quesnelia testudo), espécie vegetal adaptada a ambientes úmidos e de alta pluviosidade.



As figuras que representam as espécies anfiestomática, hipoestomática e epiestomática estão corretamente relacionadas a seus respectivos biomas em:
3 - Caatinga, 1 - Pantanal e 2 - Cerrado.
1 - Amazônia, 2 - Cerrado e 3 - Mata Atlântica
3 - Mata Atlântica, 2 - Cerrado e 1 - Pantanal.
1 - Pantanal, 3 - Amazônia e 2 - Caatinga.
2 - Amazônia, 1 - Mata Atlântica e 3 - Caatinga.
Gabarito:
3 - Mata Atlântica, 2 - Cerrado e 1 - Pantanal.
(A) Incorreta. Na caatinga, a disposição estomática das folhas nas plantas tende a ser hipoestomática, já que essa característica evita elevadas taxas de perda de água para o ambiente quente e seco, já que os estômatos ficam localizados na região sombreada da folha que possui uma menor temperatura na superfície. No pantanal, a disposição estomática das plantas aquáticas é epiestomática, já que os estômatos devem estar em contato com a atmosfera e a superfície abaxial da folha está submersa na água. No cerrado, a disposição estomática tende a ser hipoestomática, devido às altas incidências solares sobre a superfície das folhas.
(B) Incorreta. Na amazônia, a disposição estomática tende a ser anfiestomática, já que é um ambiente com bastante sombreamento abaixo do dossel, o que evita que os raios solares incidam diretamente sobre as folhas, permitindo a existência de estômatos em ambas as superfícies. No cerrado, a disposição estomática tende a ser hipoestomática, devido às altas incidências solares sobre a superfície das folhas. Na mata atlântica, assim como na amazônia, a presença de sombra abaixo do dossel leva à tendência de a disposição ser anfiestomática.
(C) Correta. Na mata atlântica, a disposição estomática tende a ser anfiestomática, já que é um ambiente com bastante sombreamento abaixo do dossel, o que evita que os raios solares incidam diretamente sobre as folhas, permitindo a existência de estômatos em ambas as superfícies. No cerrado, a disposição estomática tende a ser hipoestomática, devido às altas incidências solares sobre a superfície das folhas. No pantanal, a disposição estomática das plantas aquáticas é epiestomática, já que os estômatos devem estar em contato com a atmosfera e a superfície abaxial da folha está submersa na água.
(D) Incorreta. No pantanal, a disposição estomática das plantas aquáticas é epiestomática, já que os estômatos devem estar em contato com a atmosfera e a superfície abaxial da folha está submersa na água. Na amazônia, a disposição estomática tende a ser anfiestomática, já que é um ambiente com bastante sombreamento abaixo do dossel, o que evita que os raios solares incidam diretamente sobre as folhas, permitindo a existência de estômatos em ambas as superfícies. Na caatinga, a disposição estomática das folhas nas plantas tende a ser hipoestomática, já que essa característica evita elevadas taxas de perda de água para o ambiente quente e seco, já que os estômatos ficam localizados na região sombreada da folha que possui uma menor temperatura na superfície.
(E) Incorreta. Na amazônia, a disposição estomática tende a ser anfiestomática, já que é um ambiente com bastante sombreamento abaixo do dossel, o que evita que os raios solares incidam diretamente sobre as folhas, permitindo a existência de estômatos em ambas as superfícies. Na mata atlântica, assim como na amazônia, a presença de sombra abaixo do dossel leva à tendência de a disposição ser anfiestomática. Na caatinga, a disposição estomática das folhas nas plantas tende a ser hipoestomática, já que essa característica evita elevadas taxas de perda de água para o ambiente quente e seco, já que os estômatos ficam localizados na região sombreada da folha que possui uma menor temperatura na superfície.