(UNESP - 2020 - 1ª FASE)
Examine a tira de André Dahmer para responder às questões

Constituem exemplos de linguagem formal e de linguagem coloquial, respectivamente, as seguintes falas:
“Ah, estou morrendo de pena...” e “Ainda vou trabalhar a noite inteira no Iraque, meu rapaz.”
“Me adianta essa, vai...” e “É cedo para mim.”
“O importante é trabalhar com o que a gente gosta.” e “Posso lhe dar um emprego bem melhor...”
“É cedo para mim.” e “Posso lhe dar um emprego bem melhor...”
“Posso lhe dar um emprego bem melhor...” e “Me adianta essa, vai...”
Gabarito:
“Posso lhe dar um emprego bem melhor...” e “Me adianta essa, vai...”
[E]
Devemos identificar o par formal - informal, nessa ordem. Logo,
a) INCORRETA. O uso interjectivo de "Ah" e a expressão idiomática "morrer de pena" constituem usos coloquiais, informais da linguagem. A segunda fala apresenta, também, marcas de informalidade, como o "vou trabalhar" (no lugar de "trabalharei"), e o vocativo irônico "meu rapaz".
b) INCORRETA. A fala "Me adianta essa, vai..." apresenta duas marcas de coloquialidade: o pronome em posição de próclise no começo de oração (no lugar de "Adianta-me...") e o uso informal da expressão "me adianta", que é uma gíria, e do "vai", que é um marcador de oralidade no discurso.
c) INCORRETA. O período "O importante é trabalhar com o que a gente gosta" recorre à expressão "a gente", considerada informal pela gramática normativa; o uso formal deveria prezar pelo pronome "nós" na expressão de 1ª pessoa do plural. A segunda expressão não apresenta marcas de informalidade, está em pleno acordo com a norma-padrão.
d) INCORRETA. As duas falas representam a linguagem formal. "É cedo para mim" e "Posso lhe oferecer um emprego bem melhor..." não apresentam marca de oralidade ou desvio da norma-padrão.
e) CORRETA. A oração “Posso lhe dar um emprego” é formal: em que “um emprego” é objeto direto e o pronome “lhe” funciona como objeto indireto, sendo ambos complementos verbais do verbo “dar”. A segunda oração exemplifica a linguagem oral tanto sintática, iniciando-se com pronome oblíquo, quanto semanticamente, com o uso de expressão popular “adianta essa, vai”, que significa pedido de ajuda ou concessão.