(UNESP - 2020 - 2 FASE)
Texto 1
A Estética sob o aspecto de mera “ciência da sensibilidade” chega ao seu fim no século XX e é progressivamente substituída por um discurso que conjuga racionalidade e afetividade. Agora será preciso tentar compreender aisthesis não mais através da dicotomia tradicional entre senso (razão) e sensível (afetividade), mas como uma experiência simultânea de percepção sensível e percepção de sentido (racional).
(Charles Feitosa. Explicando a filosofia com arte, 2004. Adaptado.)
Texto 2
Inicialmente Kant opera com o termo estética na Crítica da razão pura segundo o significado de conhecimento sensível, no campo da teoria do conhecimento. Nessa obra, a estética designa uma importante parte da teoria do conhecimento. Segundo Kant, “sem sensibilidade nenhum objeto nos seria dado, e sem entendimento nenhum objeto seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceito são cegas”. O conhecimento possui duas partes.
(Marco Aurélio Werle. “O lugar de Kant na fundamentação da estética como disciplina filosófica”. In: Doispontos, vol. 2, no 2, outubro de 2005. Adaptado.)
a) Qual o principal objeto de investigação filosófica da disciplina Estética? Por que a Estética é tradicionalmente associada à sensibilidade?
b) De acordo com o texto 2, quais são as “duas partes” do conhecimento? Qual a importância da estética na produção do conhecimento?
Gabarito:
Resolução:
a) O principal objeto de investigação filosófica da Estética é o belo. A Estética é associada à sensibilidade pois o belo é experimentado por nós através dos nossos sentidos e das sensações que sentimos ao serem despertados. Tais sensações despertam a afetividade.
b) No texto II, as duas partes do conhecimento são a sensibilidade e o entendimento (razão). O texto nos diz que sem sensibilidade, nenhum objeto poderia ser compreendido por nós e posto ao conhecimento, informação esta que é retomada pelo texto I, quando diz que mesmo na Estética, é preciso considerar razão e sensibilidade.