(UNESP - 2018 - 1 FASE) Sou imperfeito, logo existo. Sustento que o ser ou é carência ou não é nada. Sustento que uma pessoa com deficiência intelectual é um ser com carências e imperfeições. Sustento que eu, você e ele somos seres com carências e imperfeições. Portanto, concluo que nós, os seres humanos, pelo fato de existir, somos – TODOS – incapazes e capazes intelectualmente. A diferença entre um autista severo e eu é o grau de carência, não a diferença entre o que somos. A “razão alterada” é um tipo de racionalidade diferenciada que considera as pessoas como seres únicos e não categorizados em padrões sociais que agrupam as pessoas por níveis, índices ou coeficientes.
(Chema Sánchez Alcón. “Crítica de la razón alterada”. http://losojosdehipatia.com.es, 30.10.2016. Adaptado.)
De acordo com o texto, “razão alterada” é
uma racionalidade tradicional voltada à pesquisa filosófica do ser como entidade metafísica.
um conceito científico empregado para legitimar padrões de normalidade com base na biologia.
um conceito filosófico destinado a criticar a valorização da diferença no campo intelectual.
uma metodologia científica que expressa a diferença entre seres humanos com base no coeficiente intelectual.
um tipo de racionalidade contestadora de padrões sociais e dotada de pretensões universalistas.
Gabarito:
um tipo de racionalidade contestadora de padrões sociais e dotada de pretensões universalistas.
E: A razão alterada é um tipo de racionalidade contestadora de padrões sociais e dotada de pretensões universalistas.
O texto aponta uma nova maneira de se considerar a condição da existência humana: a ideia de que todos os seres humanos são dotados de carências e imperfeições, sobretudo quanto às faculdades intelectuais. Para o autor, essa nova “razão alterada” contesta padrões sociais clássicos, como ao rever a distinção entre um indivíduo considerado “normal” e um autista severo, pretendendo, assim, criar uma percepção mais universalista.
A: A razão alterada não é uma racionalidade tradicional. O texto não trata sobre a pesquisa filosófica do ser enquanto entidade metafísica.
B: A razão alterada não é um conceito científico que legitima padrões de normalidade fundamentados na biologia.
C: A razão alterada não critica a valorização da diferença no campo intelectual; pelo contário, reafirma esse caráter. O texto afirma que "somos – TODOS – incapazes e capazes intelectualmente."
D: O texto afirma especificamente que a razão alterada é um tipo de racionalidade que não considera as pessoas como categorizados em niveis, indíces ou coeficientes.