(UNESP - 2018 - 2ª FASE) Em uma peça teatral encenada na escola para um trabalho de biologia, três personagens mantiveram o seguinte diálogo.
Aedes aegypti (mosquito-da-dengue):
– Estou cansada de ser considerada a vilã da dengue. Afinal, também sou vítima, também sou parasitada. E por culpa dos seres humanos, que me fornecem alimento contaminado!
Triatoma infestans (barbeiro):
– E eu, então?! São os próprios seres humanos que levam o parasita da doença de Chagas para dentro do próprio corpo. Eu não inoculo nada em ninguém.
Pulex irritans (pulga):
– Eu sou ainda mais injustiçada! Nem eu nem as outras espécies de pulgas somos capazes de transmitir microrganismos prejudiciais aos seres humanos. Sequer somos parasitas. Mas ainda assim nos associam a doenças, quando o máximo que fazemos é provocar uma coceira ou uma dermatite alérgica.
a) Dois desses personagens apresentaram argumentações biologicamente corretas. Cite um desses personagens e explique por que sua argumentação está correta.
b) A argumentação de um desses personagens não está biologicamente correta. Cite esse personagem e explique por que sua argumentação não está correta.
Gabarito:
Resolução:
a) Os personagens Aedes aegypti (mosquito da dengue) e o Triatoma infestans (barbeiro) fizeram argumentações corretas. O mosquito da dengue é infectado pelo vírus, que se multiplica em seu intestino e infecta outros tecidos até chegar às suas glândulas salivares. O barbeiro alimenta-se de sangue quando pica o ser humano e, após algum tempo alimentando-se, defeca e elimina o Trypanosoma cruzi em suas fezes. O homem ao coçar o local da picada introduz o agente etiológico da doença de Chagas em seu organismo.
b) O personagem pulga não fez argumentação correta. Existem espécies de pulgas que podem ser transmissoras de doenças humanas, como a peste bubônica, uma doença bacteriana. Além disso, o próprio hábito hematofágico já permite classificar as pulgas como parasitas (“sequer somos parasitas”).