(UNESP - 2017/2 - 1a fase) Na passagem dos anos 1920 para a década seguinte, a política de valorização do café no Brasil
impediu o avanço da produção de cacau, algodão e borracha, devido à concentração de recursos econômicos no Nordeste.
facilitou o deslocamento de capitais do setor industrial para o agrário, que aproveitava a estabilidade dos mercados externos para se desenvolver.
agravou a crise econômica, devido ao alto volume de café estocado e à redução significativa dos mercados estrangeiros para a mercadoria.
sustentou a hegemonia financeira da região Nordeste, que prolongou sua liderança e comando político por mais duas décadas
foi compensada pela estratégia governamental de supervalorização do câmbio, o que permitiu o aumento significativo das exportações de café.
Gabarito:
agravou a crise econômica, devido ao alto volume de café estocado e à redução significativa dos mercados estrangeiros para a mercadoria.
(A) Incorreta. O ciclo do café não foi predominante no Nordeste, e sim no Sudeste.
(B) Incorreta. Não houve uma facilitação do deslocamentos de capitais do setor industrial para o setor agrário, mas o contrário: o setor agrário (cafeicultor) facilitou o deslocamento do seu capital para o setor industrial. Esse é um dos vários motivos que justificam a expansão industrial na região Sudeste do país antes das demais regiões do Brasil.
(C) Correta. Ao longo de todo o ciclo do café brasileiro as variações da demanda internacional ocasionaram sucessivas crises econômicas no país, tendo em vista que quando o preço da saca era baixo, os estoques aumentavam, gerando prejuízos aos produtores e estagnando o desenvolvimento do país. Apesar de várias tentativas de controle artificial da saca de café (através da queima do estoque, por exemplo), o governo brasileiro buscou auxiliar no controle do mercado.
(D) Incorreta. A hegemonia financeira durante o período do café não foi da região Nordeste, mas sim da região Sudeste.
(E) Incorreta. O contexto dos anos 1920 não levou ao aumento da exportação de café, tendo em vista que o contexto internacional fez com que a demanda diminuísse. Mesmo assim, coube ao governo comprar o excedente da produção a fim de evitar prejuízos por parte dos produtores.