(Unesp 2017) Autorizados testes em humanos de soro contra picadas de abelhas
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o teste em humanos de um soro antiveneno, conhecido como soro antiapílico, que pode aumentar as chances de uma pessoa sobreviver a um ataque de abelhas. O produto foi desenvolvido por pesquisadores do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Unesp de Botucatu, em parceria com o Instituto Vital Brazil, de Niterói-RJ. O medicamento é recebido por via intravenosa e é capaz de mitigar os problemas causados pelas picadas de abelhas africanizadas, as mais comuns no Brasil. Quando um adulto é picado por mais de 200 insetos, o corpo recebe uma quantidade de veneno suficiente para causar lesões nos rins, fígado e coração, debilitando esses órgãos. A maioria das mortes acontece pela falência dos rins.
www.unesp.br, 15.03.2016. Adaptado.
Cite, em três etapas, os principais procedimentos realizados no processo de produção do soro. Explique por que o soro antiapílico é mais indicado que uma vacina para o tratamento de uma pessoa que tenha sofrido um ataque de abelhas.
Gabarito:
Resolução:
A primeira etapa na produção do soro é a extração do veneno (contendo antígenos) das abelhas. Na etapa seguinte, o veneno é inoculado em animais de criação, como cavalos, por exemplo. Neles, após certo tempo, anticorpos específicos serão produzidos e estarão presentes na corrente sanguínea. Na terceira etapa, coleta-se o sangue do animal e dele os anticorpos são purificados, para constituição do soro antiapílico. Por se tratar de anticorpos prontos, o soro confere proteção imediata contra a ação do veneno, minimizando os danos. A vacina promoveria uma imunização dependente de anticorpos e células de memória produzidos pela própria pessoa. Apesar de ser mais duradoura, é de ação mais lenta, contraindicada para casos mais graves de envenenamento.