(UNESP - 2016 - 1a fase)

Considerando a questão agrária no Brasil, é correto afirmar que a lacuna presente na legenda corresponde a áreas de
resgate e valorização de antigas práticas de cultivo.
concentração da violência contra trabalhadores rurais e camponeses.
cultivo experimental orgânico e sustentável.
reflorestamento e recuperação da biodiversidade.
implantação de núcleos urbanos planejados.
Gabarito:
concentração da violência contra trabalhadores rurais e camponeses.
Os estados do Maranhão (MA) e Pará (PA) concentram os mais violentos focos de violência do campo, como Eldorado dos Carajás.
Nesses 32 anos, a região Norte contabiliza 658 casos com 970 vítimas. O Pará é o estado que lidera na região e no resto do país, com 466 casos e 702 vítimas.Maranhão vem em segundo lugar com 168 vítimas em 157 casos. E o estado de Rondônia em terceiro, com 147 pessoas assassinadas em 102 casos.
O que acontece é que os conflitos são mais intensos no Pará pois ficam na fronteira de expansão do agronegócio em direção à Amazônia. Expansão da pecuária extensiva, principalmente no estado do Pará, da soja em Mato Grosso, de várias monoculturas em Rondônia e também da pecuária extensiva, da soja no Maranhão, no Tocantins, e do eucalipto. O agronegócio vai empurrando essas atividades em direção à Amazônia. Isso vai pressionando e gerando conflitos com as comunidades fronteiriças.
Além da fronteira, existe três razões para esse recorde de assassinatos no Brasil. Em primeiro lugar, nenhum governo brasileiro jamais mostrou vontade política para enfrentar interesses econômicos e priorizar a proteção dos ativistas. Em segundo lugar, anos de impunidade fazem com que aqueles que buscam silenciar os ativistas acreditem que podem fazê-lo sem nenhuma consequência. Por último, as instituições que poderiam enfrentar as causas desse conflito - como o Incra e a Funai - tem sido enfraquecidas pelo governo.