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Questão 50588

UNESP 2015
História

(UNESP - 2015 - 2 FASE) 

Texto 1

Com o desenvolvimento industrial, o proletariado não cresce unicamente em número; concentra-se em massas cada vez maiores, fortalece-se e toma consciência disso. A partir daí os trabalhadores começam a formar sindicatos contra os burgueses, atuando em conjunto na defesa dos salários. De todas as classes que hoje se defrontam com a burguesia, apenas o proletariado é uma classe verdadeiramente revolucionária. Todos os movimentos históricos precedentes foram movimentos minoritários, ou em proveito de minorias. O movimento proletário é o movimento consciente e independente, da imensa maioria, em proveito da imensa maioria. Proletários de todos os países, uni-vos!

(Marx e Engels. Manifesto comunista, 1982. Adaptado.)

 

Texto 2

Só pelo fato de pertencer a uma multidão, o homem desce vários graus na escala da civilização. Isolado seria talvez um indivíduo culto; em multidão é um ser instintivo, por consequência, um bárbaro. Possui a espontaneidade, a violência, a ferocidade e também o entusiasmo e o heroísmo dos seres primitivos e a eles se assemelha ainda pela facilidade com que se deixa impressionar pelas palavras e pelas imagens e se deixa arrastar a atos contrários aos seus interesses mais elementares. O indivíduo em multidão é um grão de areia no meio de outros grãos que o vento arrasta a seu bel-prazer.

(Gustave Le Bon. Psicologia das multidões, 1980.)

 

Descreva duas diferenças entre os dois textos, quanto às suas concepções sobre o papel das multidões na história.

Gabarito:

Resolução:

O texto de Marx e Engels aponta positivaente para o papel das multidões nos processos históricos, pois a coletividade fortalece o indivíduo, tornando-o capaz para mudar a sociedade. Enquanto uma classe, o proletariado se estrutura politica e coletivamente para lutar contra a burguesia de modo consciente e independente, sendo a maioria, isto é, uma multidão. Portanto, a ação coletiva expressa progresso em Marx.

Para Le Bon, o homem, na multidão, perde a sua consciência e autonomia, transformando-se em um ser instintivo, sem a capacidade de refletir sobre si mesmo e as suas ações. Essas atitudes representam contradições contra os verdadeiros interesses individuais. Portanto, a ação coletiva expressa um retrocesso para Le Bon.

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