(UNESP - 2014 - 2 FASE) SUS vai oferecer vacina contra HPV a partir de 2014
O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira [01.07.2013] que o SUS passará a oferecer vacina contra o papilomavírus humano (HPV) a partir de março de 2014. Esta será a vigésima sétima vacina oferecida pelo sistema público de saúde.
O SUS fará a imunização de meninas de 10 e 11 anos. As vacinas só poderão ser aplicadas com autorização dos pais ou responsáveis.
A vacina vai ser utilizada contra quatro tipos do vírus HPV, que, segundo o ministério, são responsáveis por alto índice de casos de câncer de colo de útero.
(http://g1.globo.com)
Considerando que a principal forma de transmissão do vírus HPV é por meio das relações sexuais, que a vacina será aplicada em meninas de faixa etária na qual não há vida sexual ativa, e que o tempo médio para a manifestação do câncer de colo é de cerca de 10 anos depois de adquirido o vírus HPV, a campanha de vacinação promovida pelo SUS tem importância em termos de saúde pública? Justifique.
A vacina em questão substitui o preservativo (camisinha) na prevenção da AIDS, causada pelo vírus HIV? Justifique sua resposta.
Gabarito:
Resolução:
Sim, a campanha de vacinação contra a infecção pelo HPV (papilomavírus humano) promovida pelo SUS tem grande importância em termos de saúde pública, pois visa à PREVENÇÃO dessa infecção a médio e longo prazo por meio da proteção de meninas que ainda não iniciaram sua vida sexual, ou seja, que ainda não foram expostas ao vírus. Como toda vacina, a anti-HPV promove a sensibilização do organismo das meninas vacinadas, induzindo a produção de anticorpos específicos e a produção de células de memória contra os quatro tipos de HPV mencionados no enunciado. O contágio por HPV tem, de acordo com estatísticas (Ministério da Saúde), dois picos: entre os 15 e 18 anos (início da atividade sexual) e entre 35 e 40 anos. Desta forma, a partir da imunização possibilitada pela realização da campanha, estas meninas estarão protegidas contra estes tipos virais não apenas quando iniciarem sua vida sexual, mas ao longo de toda a sua vida. A medida, portanto, embora seja direcionada para meninas não ativas
sexualmente agora, vai se refletir positivamente no futuro, através da provável diminuição do número de casos de câncer de colo de útero relacionados à infecção por HPV. Importante ressaltar que a vacina não dispensa o exame preventivo periódico das mulheres e o sexo seguro, pois não protege contra todos os tipos de HPV e tampouco de outras doenças sexualmente transmissíveis. A vacina em questão, se eficaz gerará, a produção de células de memória, as quais responderão, em um segundo contato do indivíduo com o vírus HPV, com a produção de anticorpos e células citotóxicas, em um curto período de tempo, proporcionando a imunização do organismo. Essa resposta, entretanto, não influenciará no ciclo de vida do vírus HIV, caso o organismo seja infectado por ele. Isso ocorre pois os anticorpos produzidos por essas células de memória são específicos para o vírus HPV, sendo incapaz de identificar outro tipo de antígeno, assim como as células citotóxicas formadas no processo de imunização contra o vírus HPV, que reconhecem apenas o vírus HPV. Desse modo, o organismo vacinado e consequentemente imunizado contra o vírus HPV não apresenta nenhuma forma de imunização ou resistência contra o vírus HIV, necessitando manter as práticas de prevenção, como o uso de camisinhas.