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Questão 2213

UNESP 2010
Português

(UNESP - 2010)

A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana, e vinha,
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.
(...) Estupendas usuras nos mercados,
Todos, os que não furtam, muito pobres,
E eis aqui a Cidade da Bahia.

(Gregório de Matos. “Descreve o que era realmente naquelle tempo a cidade da Bahia de mais enredada por menos confusa”.
In: Obra poética (org. James Amado), 1990.)

O poema, escrito por Gregório de Matos no século XVII,

A

representa, de maneira satírica, os governantes e a desonestidade na Bahia colonial.

B

critica a colonização portuguesa e defende, de forma nativista, a independência brasileira.

C

tem inspiração neoclássica e denuncia os problemas de moradia na capital baiana.

D

revela a identidade brasileira, preocupação constante do modernismo literário.

E

valoriza os aspectos formais da construção poética parnasiana e aproveita para criticar o governo

Gabarito:

representa, de maneira satírica, os governantes e a desonestidade na Bahia colonial.



Resolução:

a) Alternativa correta. Por mais que a preocupação do texto seja claramente a de satirizar a situação em que na época se encontrava a cidade da Bahia, não se pode afirmar que o texto faça apologia à independência brasileira.

b) Alternativa incorreta. O poema denuncia os governantes e os mercadores usurários, que abusam do poder e dos privilégios que possuem, como representantes diretos da metrópole.

c) Alternativa incorreta. Gregório de Matos, autor inserido no Barroco brasileiro (1601- 1768), não poderia apresentar características neoclássicas típicas do estilo subsequente, o Arcadismo (1768- 1836), muito menos valorizar a estética parnasiana do final do século XIX ou desenvolver temática típica do Modernismo brasileiro das primeiras décadas do século XX, o que invalida essa afirmativa.

d) Alternativa incorreta. O autor não é responsável por lançar as bases do Modernismo brasileiro. Ele é representante do barroco.

e) Alternativa incorreta. O autor não é responsável por lançar as bases do Modernismo brasileiro. Ele é representante do barroco (mesma justificativa).

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