(UFU - 2022)
O que Marc Bloch não aceitava em seu mestre Charles Seignobos, principal representante desses historiadores "positivistas", era iniciar o trabalho do historiador somente com a coleta dos fatos, ao passo que uma fase anterior essencial exige do historiador a consciência de que o fato histórico não é um fato "positivo", mas o produto de uma construção ativa de sua parte para transformar a fonte em documento e, em seguida, constituir esses documentos, esses fatos históricos, em problema.
LE GOFF, Jacques. Prefácio. In: BLOCH, Marc Leopold Benjamin. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. p. 19
O texto acima revela que a fonte histórica não é algo dado, mas construída, transformada em documento pelo trabalho do historiador. Sendo assim,
A) explique o que é fonte histórica.
B) explique as diferenças entre as chamadas fontes voluntárias e as fontes involuntárias.
Gabarito:
Resolução:
A) Trata-se de registros produzidos ou vestígios originados de seres humanos, que informam sobre um “contexto histórico especifico” [ou fenômeno, ou acontecimento, ou tempo, ou período, ou época, ou passado, ou comunidade].
B) Fontes voluntárias:
São produções humanas publicitadas, “constituídas para a informação” de leitores presentes ou futuros” sobre quaisquer acontecimentos de uma época específica.
Fontes involuntárias: São vestígios ou legados humanos, geralmente particulares, que não se prestam, em origem, a fornecer informações sobre uma época específica.
*BARROS, José D’Assunção. Ranke: considerações sobre sua obra e modelo historiográfico Diálogos (Maringá. Online), v. 17, n.3, set-dez./2013. pp. 977-1005