(UFU - 2022)
No ano de 2001, houve o maior atentado terrorista contra os Estados Unidos em seu próprio território, com muitas mortes e destruição. Desde aquele momento, o presidente dos Estados Unidos George W. Bush promoveu a “Guerra ao Terror” contra os países que poderiam ter relação com os atentados, como o Afeganistão e o Iraque. A guerra empreendida pelos Estados Unidos em território árabe-muçulmano perturbou o equilíbrio regional e motivou a criação de diversos grupos de resistência que usaram táticas de guerra e de terrorismo para enfrentar e expulsar as tropas estadunidenses. O fortalecimento do grupo terrorista Estado Islâmico é consequência desse processo bélico e trouxe consequências negativas para muitos países da região.
A) Cite e explique duas características do grupo Estado Islâmico.
B) Discorra sobre duas consequências geográficas da “Guerra ao Terror” que culminaram no avanço de grupos terroristas.
Gabarito:
Resolução:
A) O grupo Estado Islâmico é um grupo terrorista sunita, dissidente do Al Qaeda, tendo características sectaristas e jihadistas (que promovem a “guerra santa”), com ações fundamentalistas e radicais de cunho religioso, onde a sharia (interpretação radical do Alcorão) é justificativa para a perseguição política e religiosa utilizando-se de violência, como também de ações terroristas com intuito de criar um Califado. Há o uso intensivo das mídias para divulgação dos seus objetivos e atração de simpatizantes e adeptos das ideias do grupo.
B) As consequências geográficas da ”guerra do terror” foram a invasão do Afeganistão, do Iraque e da Síria em diferentes momentos por forças militares ocidentais lideradas pelos EUA; surgimento do Estado Islâmico e de outros grupos paramilitares, terroristas e milícias que dominam/dominaram algumas regiões do Oriente Médio; retorno dos grupos radicais religiosos ao poder no Afeganistão; deslocamento/migração de alguns contingentes populacionais nativos (se tornando refugiados) em razão da situação de guerra e da radicalização religiosa e perseguição aos denominados “infiéis”; acentuação do discurso e da resistência extrema anti-ocidental; atentados e ataques terroristas na região do Oriente Médio e também em países “ocidentais”; acentuação dos conflitos geopolíticos e ideológicos em razão dos interesses econômicos e geoestratégicos dos EUA na região do Oriente Médio.