(UFU - 2021 - MEDICINA)
Podemos dizer que o objetivo de Kant, ao escrever a Crítica da Razão Prática, era demonstrar que a lei moral provém da ideia de liberdade, por isso a razão pura é também prática no sentido de que a ideia racional de liberdade determina por si mesma a vida moral e com isso demonstra sua própria liberdade.
De acordo com trecho acima, conclui-se que, para Kant, o agir moral deve fundar-se
na noção de felicidade.
nos ditames da razão.
nas sensações físicas.
na natureza humana.
Gabarito:
nos ditames da razão.
b) Correta. nos ditames da razão.
A ética deontológica, baseada no dever, de Kant se baseia tão somente na razão, fundamentado numa lei universal, que implica exigência absoluta e incondicional. Consiste numa coerência entre a motivação e a ação, pois eu devo ter os motivos corretos para ação, segundo o dever, a noção do imperativo categórico universal. Uma boa vontade é uma vontade que age por dever, aquilo que é incondicionalmente bom e que, portanto, é uma vontade livre de inclinações empíricas e que age a partir da representação da lei moral. O dever, nas palavras do filósofo, "é a necessidade de uma acção por respeito à lei". Para isso, supõe-se o imperativo categórico que é a expressão do dever máximo: “Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.”
a) Incorreta. na noção de felicidade.
A ética que se baseia na noção de felicidade é a ética das virtudes de Aristóteles.
c) Incorreta. nas sensações físicas.
As sensações físicas são excluídas da ética kantiana.
d) Incorreta. na natureza humana.
O fundamento ético kantiano não se fundamenta na natureza humana como as éticas de Hobbes e Rousseau.