(UFU - 2015 - 1ª FASE)
Nas últimas décadas, o Brasil experimentou mudanças demográficas, sociais, culturais, econômicas e políticas significativas. A crescente inserção das mulheres no mercado de trabalho e na política, a melhoria de seu nível educacional, a redução da fecundidade, a postergação da maternidade, a redução da resistência a novos atributos para os papeis feminino e masculino são algumas delas. No entanto, os ritmos de tais mudanças parecem seguir descompassados.
PICANÇO, Felícia Silva. Amélia e a mulher de verdade: representações dos papeis da mulher e do homem em relação ao trabalho e à vida familiar. Em: ARAÚJO, C. & SCALON, C. (org.). Gênero, família e trabalho no Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005.
De acordo com o trecho acima, as desigualdades de gênero na inserção no mercado de trabalho persistiriam devido à
maior participação dos membros masculinos nas tarefas concernentes ao trabalho doméstico.
representação de que não cabe apenas ao homem, enquanto chefe de família, o papel de provedor do grupo doméstico.
crença no fato de que o ingresso feminino no mercado de trabalho gera um prejuízo à família.
crítica à representação da mulher como naturalmente disposta a assumir os papéis de esposa e mãe.
Gabarito:
crença no fato de que o ingresso feminino no mercado de trabalho gera um prejuízo à família.
A) Incorreta. Não houve essa maior incorporação de homens no trabalho doméstico.
B) Incorreta. Tal mentalidade, se fosse uma realidade, não deveria fazer com que persistissem as desigualdades de gênero presentes no mercado de trabalho, pelo contrário, promoveriam uma diminuição dessa desigualdade.
C) Correta. Tal crença se estabelece devido ao fato de que o papel das tarefas domésticas e o cuidado com os filhos é comumente relegado às mulheres, o que faz com que elas gerem discriminação no mercado de trabalho.
D) Incorreta. Não existe tal crítica, esse é um senso comum na sociedade brasileira.