(UFU - 2008)
Leia atentamente o texto a seguir.
Na filosofia de Parmênides preludia-se o tema da ontologia. A experiência não lhe apresentava em nenhuma parte um ser tal como ele o pensava, mas, do fato que podia pensá-lo, ele concluía que ele precisava existir: uma conclusão que repousa sobre o pressuposto de que nós temos um órgão de conhecimento que vai à essência das coisas e é independente da experiência. Segundo Parmênides, o elemento de nosso pensamento não está presente na intuição mas é trazido de outra parte, de um mundo extrassensível ao qual nós temos um acesso direto através do pensamento.
NIETZSCHE, Friedrich. A filosofia na época trágica dos gregos. Trad. Carlos A. R. de Moura. In Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 151. Coleção Os Pensadores
Marque a alternativa INCORRETA.
Para Parmênides, o Ser e a Verdade coincidem, porque é impossível a Verdade residir naquilo que Não-é: somente o Ser pode ser pensado e dito.
Pode-se afirmar com segurança que Parmênides rejeita a experiência como fonte da verdade, pois, para ele, o Ser não pode ser percebido pelos sentidos.
Parmênides é nitidamente um pensador empirista, pois afirma que a verdade só pode ser acessada por meio dos sentidos.
O pensamento, para Parmênides, é o meio adequado para se chegar à essência das coisas, ao Ser, porque os dados dos sentidos não são suficientes para apreender a essência.
Gabarito:
Parmênides é nitidamente um pensador empirista, pois afirma que a verdade só pode ser acessada por meio dos sentidos.
c) Incorreta. Parmênides é nitidamente um pensador empirista, pois afirma que a verdade só pode ser acessada por meio dos sentidos.
Grande opositor de Heráclito, o pré-socrático Parmênides defendia que o conceito de mudança é em si mesmo contraditório e deve ser rejeitado. Advogava, assim, a existência de uma única realidade: o Ser – eterno, imutável e indestrutível. Como tal realidade não pode jamais ser percebida pelos sentidos, o filósofo negava que a sensibilidade pudesse ser uma fonte autêntica de saber e dizia que somente pela razão o homem pode alcançar o conhecimento e a verdade. Em suma, só pode ser verdadeiramente dito e pensado o Ser; o Não-ser, este mundo ilusório e imutável que percebemos com os sentidos, não é de fato real e nada de legítimo se pode dizer sobre ele.
a) Correta. Para Parmênides, o Ser e a Verdade coincidem, porque é impossível a Verdade residir naquilo que Não-é: somente o Ser pode ser pensado e dito.
O Ser, na realidade, e a Verdade, a proposição sobre algo, coincidem, pois a verdade é sempre uma proposição sobre o ser, sobre aquilo que existe, de modo que o que não existe não pode ser pensado.
b) Correta. Pode-se afirmar com segurança que Parmênides rejeita a experiência como fonte da verdade, pois, para ele, o Ser não pode ser percebido pelos sentidos.
A experiência capta o que é imperfeito e móvel, e o Ser é imóvel e perfeito, por isso, para Parmênides, os sentidos não percebem o Ser.
d) Correta. O pensamento, para Parmênides, é o meio adequado para se chegar à essência das coisas, ao Ser, porque os dados dos sentidos não são suficientes para apreender a essência.
O ser e a essência são perfeitos e imóveis, e não podem ser captados pelos sentidos, que percebem o que é imperfeito e imóvel.