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Questão 39137

UFSJ 2013
Sociologia

(Ufsj 2013)  “A soberania é a alma do Estado, e uma vez separada do corpo os membros deixam de receber dela seu movimento”.

Esse fragmento representa o pensamento de

A

Hume em sua memorável defesa dos valores do Estado e da sua ligação direta com a sua “alma”, tomada aqui por intransferível soberania.

B

Hume e a descrição da soberania na perspectiva do sujeito em termos de impressões e ideias, que a partir daí cria um Estado humanizado que dá movimento às criações dos que nele estão inseridos.  

C

Nietzsche, em sua mais sublime interpretação do agón grego. Ao centro daquilo que ele propôs como sendo a alma do Estado e onde a indagação sobre o lugar da soberania, no permanente desafio da necessária orquestração das paixões, se faz urgente. 

D

Hobbes e o seu conceito clássico de soberania, entendido como o princípio que dá vida e movimento ao corpo inteiro do Estado, por sua vez criado pelo artifício humano para a sua proteção e segurança.

Gabarito:

Hobbes e o seu conceito clássico de soberania, entendido como o princípio que dá vida e movimento ao corpo inteiro do Estado, por sua vez criado pelo artifício humano para a sua proteção e segurança.



Resolução:

O enunciado traz uma afirmação em que se evidencia a importância da soberania do Estado. Em análise: se separada do corpo, a alma não orienta os movimentos dos membros, sendo a alma a verdadeira condição de movimento do corpo, por conter os desejos e vontades. Dessa forma, entende-se pela frase que o Estado, se separado da soberania, perde o controle de seus movimentos e não se torna uma instituição forte.

Essa afirmação condiz com a visão do contratualista Thomas Hobbes: o homem, naturalmente mau e hostil, vivendo no estado de natureza, que seria uma guerra constante, precisaria abrir mão de todas as suas liberdades em troca da segurança fornecida por um soberano absoluto.

D: A afirmação explicita o conceito clássico de soberania de Hobbes: é o princípio que cria e move o Estado, instituído (pelos homens) com o propósito de assegurar (aos homens) a segurança.

 

As teorias mais importantes de Nietzsche e Hume não se constroem em torno do contratualismo, tema em que são centrais os autores Thomas Hobbes, John Locke e Jean-Jacques Rousseau. Nenhum dos dois autores trabalha muito o conceito de soberania como essencial à estrutura do Estado, ou mesmo o Estado, o que permite ao aluno identificar corretamente Hobbes como o autor da frase apresentada.

É importante, nesta questão, não considerar que possa ter fugido ao aluno a informação sobre soberania em Nietzsche e Hume, mas focar na certeza de que Hobbes é um contratualista defensor da soberania do Estado.

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