(UFPR - 2017 - 2ª FASE)
Leia o excerto abaixo: “Embora o comércio escravista tenha sofrido um forte abalo nos primeiros anos da década de 1830, a partir de 1835-36 assistimos à sua recuperação, muito em função do contexto político da Regência. Do total de africanos trazidos para o Brasil em trezentos anos de tráfico atlântico, aproximadamente 20% chegou entre 1831 e 1855, demonstrando a importância do tráfico ilegal de escravos”.
(Cicchelli Pires, Ana Flávia. “A abolição do Comércio Atlântico de Escravos e os Africanos Livres no Brasil”. Em CLACSO, 2008, págs. 96-97. Disponível em:http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/clacso/coediciones/20100823031440/07pire.pdf .)
Apesar dos esforços de diversos setores abolicionistas, tanto no Brasil como na Grã-Bretanha, e mesmo após a proibição do tráfico decretado pelo país europeu em 1807, temos que o tráfico não apenas não diminuiu, como também passou de um estado de legalidade para um de contrabando ilegal. Considerando o trecho acima e com base nos conhecimentos sobre o tráfico ilegal de escravos para o Brasil, identifique três fatores que facilitaram esse tráfico ilegal, quais regiões da África foram as mais afetadas por esse contrabando, assim como os portos mais importantes de embarque e desembarque em ambas as costas, africana e brasileira.
Gabarito:
Resolução:
Apesar das leis ligadas ao fim do tráfico de escravos aprovadas ao longo do século XIX, alguns elementos contribuíram para o comércio ilegal de africanos para o Brasil, tais como, o lucro com o tráfico de escravos, a necessidade de mão de obra na lavoura cafeeira, a arrecadação de mercadorias necessárias para trocar pelos africanos, entre outros fatores. Bantus e Sudaneses oriundos da África Centro-Ocidental eram deslocados para o Brasil graças a atuação de mercadores e chefes políticos. Os principais portos no Brasil estavam localizados Sudeste, como o porto do Valongo no Rio de Janeiro. Na África os principais portos foram Luanda, Ambriz, Benguela, Cabinda, entre outros.