(UFPB) O campesinato foi um agente ativo na história da América Latina, participando de transformações significativas em certos países.
Neste sentido, fez-se presente nos seguintes movimentos:
Revolução de 1930 no Brasil e Peronismo na Argentina no século XX.
Independência da Colômbia, do Peru e da Bolívia no século XIX.
Revolução Mexicana, revolução Cubana e revolução Sandinista no século XX.
Independência da Argentina, do Chile e do Uruguai no século XIX.
Guerra da Cisplatina, revoltas regenciais e Guerra do Paraguai.
Gabarito:
Revolução Mexicana, revolução Cubana e revolução Sandinista no século XX.
a) Revolução de 1930 no Brasil e Peronismo na Argentina no século XX.
Incorreta. A bandeira de luta da classe operária brasileira, do campesinato e de todas as fôrças progressistas do país é o Manifesto do Partido Comunista do Brasil de agosto de 1950 que apela para organização de uma ampla frente democrática de libertação nacional que tenha por objetivo a criação de um governo revolucionário, democrático e popular, Durante o Peronismo na Argentina no século XX, o governo prezou pela regulamentação de sindicatos, a aproximação da classe trabalhadora, a luta contra as oligarquias “entreguistas”, a estatização de ferrovias, empresas de telefonia, petróleo, companhias de eletricidade e da melhoria na renda da população.
b) Independência da Colômbia, do Peru e da Bolívia no século XIX.
Incorreto. O campesinato não foi um movimento protagonista ao longo da independência desses países no século XIX.
c) Revolução Mexicana, revolução Cubana e revolução Sandinista no século XX.
Correto. O maior movimento democrático nos países da América Latina foi a revolução democrático-burguesa no México (1910-1917), impulsionada pelos levantes das massas do campesinato e assumindo um caráter anti- feudal e anti-imperialista. A luta do campesinato foi apoiada pelas massas proletárias e da pequena burguesia urbana do país. Na revolução Cubana, o partido governamental chamado Partido Revolucionário Cubano, visavam penetrar no meio do campesinato e dos assalariados agrícolas com o objetivo de deter a influência da classe operária que entre eles de aprofunda — os partidos comunistas. Dessa forma, novas organizações de luta dos camponeses e dos assalariados agrícolas se criam e começam a agir de forma mais ativa na América Latina nesse contexto. Já na revolução Sandinista, não se planejava controlar a economia mediante a estratégia de deter majoritariamente a propriedade dos meios de produção, mas sim por uma combinação entre propriedade controlada pelo Estado e setores revolucionários (o campesinato) e o controle da circulação para captar excedentes que seriam gerados no setor privado.
d) Independência da Argentina, do Chile e do Uruguai no século XIX.
Incorreto. O campesinato não teve protagonismo nessas independências.
e) Guerra da Cisplatina, revoltas regenciais e Guerra do Paraguai.
Incorreto. O campesinato não teve protagonismo nesses movimentos. Foram movimentos protagonizados pelos regentes de cada país, visando a expansão territorial.