(UFPA - 2008)
Segundo Descartes, para se alcançar a verdade das coisas, isto é, o conhecimento certo e evidente, é necessário um método. É correto afirmar que esse método, proposto pelo autor,
valoriza a dúvida e estabelece, por meio de suas regras, que se deve tomar como ponto de partida as sensações e coisas particulares para, posteriormente, se ascender aos axiomas mais gerais.
consiste no modo seguro e certo de se “aplicar a razão à experiência”, isto é, de se aplicar o pensamento verdadeiro aos dados oferecidos pelo conhecimento sensível.
dá ênfase à dúvida e ao modelo matemático de raciocínio como procedimentos que se devem utilizar para se alcançar a verdade e para se evitar os enganos e as opiniões prováveis.
estabelece, como caminho seguro para se atingir ideias claras e evidentes, o raciocínio silogístico, que parte de enunciados universais para enunciados particulares.
fornece os procedimentos adequados, de observação e experimentação, que possibilitam organizar e controlar os dados recebidos da experiência sensível, de modo a se obter um conhecimento verdadeiro sobre as coisas.
Gabarito:
dá ênfase à dúvida e ao modelo matemático de raciocínio como procedimentos que se devem utilizar para se alcançar a verdade e para se evitar os enganos e as opiniões prováveis.
c) Correta. dá ênfase à dúvida e ao modelo matemático de raciocínio como procedimentos que se devem utilizar para se alcançar a verdade e para se evitar os enganos e as opiniões prováveis.
Descartes, em seu método, valoriza o modelo matemático em direção à clareza, distinção e racionalidade, no que tange à busca pela verdade, recusando, pela dúvida metódica, toda probabilidade e conhecimentos com graus de incerteza. O filósofo, também matemático, aborda o conhecimento do real por meio da matemática, vide o plano cartesiano, por meio do qual o filósofo explica o movimento entre duas retas. Seu método distingue quatro princípios:
• Regra da evidência: o conhecimento deve ser claro, distinto e verdadeiro, sem nenhuma sombra de dúvida;
• Regra da análise: as dificuldades devem ser divididas e separadas, para que cada uma seja melhor resolvida pela separação entre as as partes;
• Regra da síntese: o conhecimento deve partir do mais simples ao composto, com a suposição de uma ordem entre estes;
• Regra da enumeração: enumerar e revisar o conhecimento obtido, para que nada seja omitido.
a) Incorreta. valoriza a dúvida e estabelece, por meio de suas regras, que se deve tomar como ponto de partida as sensações e coisas particulares para, posteriormente, se ascender aos axiomas mais gerais.
A dúvida é realmente valorizada por Descartes, porém ele, como racionalista, recusa as sensações e as coisas particulares como ponto de partida para ascender aos axiomas mais gerais, pois tudo aquilo que é passível de dúvida, incerteza e imperfeição é recusado como fonte de conhecimento pelo filósofo. Ele busca evidenciar como as sensações e as coisas particulares são duvidosas e incertas, por isso não podem oferecer conhecimento algum.
b) Incorreta. consiste no modo seguro e certo de se “aplicar a razão à experiência”, isto é, de se aplicar o pensamento verdadeiro aos dados oferecidos pelo conhecimento sensível.
A experiência não é considerada por Descartes, como um autor racionalista, pois esta é recusada por seu grau de falibilidade em direção a um conhecimento que passa apenas pela racionalidade, a partir da afirmação do espírito racional do ser humano.
d) Incorreta. estabelece, como caminho seguro para se atingir ideias claras e evidentes, o raciocínio silogístico, que parte de enunciados universais para enunciados particulares.
Esse método é utilizado por Aristóteles, autor que embasa a tradição escolástica, e um dos objetos de crítica do pensamento cartesiano.
e) Incorreta. fornece os procedimentos adequados, de observação e experimentação, que possibilitam organizar e controlar os dados recebidos da experiência sensível, de modo a se obter um conhecimento verdadeiro sobre as coisas.
Para Descartes, os dados da experiência sensível não podem ser instrumentos para se obter um conhecimento verdadeiro sobre as coisas. Essa alternativa expressa mais a proposta científica que vincula empiria e razão do que o método cartesiano, o qual recusa as coisas sensíveis como formas de conhecimento.