(UFES) A Declaração de Independência das 13 Colônias Inglesas da América do Norte, em 4 de julho de 1776, da qual Thomas Jefferson foi relator, consagrou, em seu texto, o princípio do (a):
direito de reação à tirania, inspirado em Locke.
negação do contrato social, nos termos expostos por Rousseau.
separação da Igreja do Estado, conforme o pensamento de Mably.
ilustração monárquica, defendido por Diderot.
utilitarismo, preconizado por Benthan, Mill e William James.
Gabarito:
direito de reação à tirania, inspirado em Locke.
a) direito de reação à tirania, inspirado em Locke.
Correta. Locke admite o direito de insurreição em determinadas circunstâncias: "Se um governo subverte os fins para os quais foi criado e se ofende a lei natural, então pode ser deposto". Só o povo pode tomar tal decisão, segundo ele, pois que a existência mesmo da ordem civil depende do seu consentimento. Tal ideia foi reproduzida em seus "Tratados Sobre o Governo Civil".
b) negação do contrato social, nos termos expostos por Rousseau.
Incorreto. Rousseau era a favor do “contrato social”, forma de promover a justiça social que dá nome a sua principal obra. Apregoava que a propriedade privada gerava a desigualdade entre os homens.
c) separação da Igreja do Estado, conforme o pensamento de Mably.
Incorreto. A alternativa afirma que a separação da Igreja do Estado, é uma ideia que interage conforme o pensamento de Mably. Este, Gabriel Bonnot De Mably, foi um padre e filósofo francês, que não tem escritos grandemente difundidos em que teoriza sobre a separação entre Igreja e Estado - ele se notabilizou, na verdade, pela contestação do poder real.
d) ilustração monárquica, defendido por Diderot.
Incorreto. Diderot não defendia a ilustração monárquica. Ele defendia a ideia de que a política era responsável por eliminar as diferenças existentes nas sociedades.
e) utilitarismo, preconizado por Benthan, Mill e William James.
Incorreto. O Utilitarismo é uma corrente filosófica, considerada uma doutrina ética, que foi criada no século XVIII pelos filósofos britânicos Jeremy Bentham e Stuart Mill, defendendo (digo de maneira generalizada), que as ações são boas quando tendem a promover a felicidade geral e más quando tendem a promover seu oposto.