(UERJ - 2019) No início da noite de 26 de janeiro de 1893, por ordem do prefeito do Distrito Federal, Cândido Barata Ribeiro, a polícia ocupou o mais célebre dos cortiços cariocas, conhecido como Cabeça de Porco, no centro da cidade. A estalagem, conjunto de casinhas onde viviam de 400 a 2000 pessoas, foi em seguida desocupada, sem que se desse aos moradores o tempo necessário para recolherem suas coisas. Em poucas horas, foi demolida. Não tardou para que a expressão “cabeça de porco” se impusesse como sinônimo de cortiço.
Adaptado de projetomemoria.art.br.
A ordem de desocupação e demolição do famoso cortiço em 1893, ironizada em capa de revista da época, representou mudanças na ação do então prefeito com relação aos problemas sociais da cidade do Rio de Janeiro.
Um desses problemas sociais e o objetivo dessa demolição estão indicados, respectivamente, em:
deficit escolar – planificação da expansão urbana
fluxo migratório – integração de novos logradouros
criminalidade elevada – reordenação da ação repressora
demográfico – erradicação de habitações populares
Gabarito:
demográfico – erradicação de habitações populares
a) deficit escolar – planificação da expansão urbana
Incorreta. Não é possível perceber o deficit escolar como o motivo para se demolir um cortiço
b) fluxo migratório – integração de novos logradouros
Incorreta. Não é possível perceber o fluxo migratório como o motivo para se demolir um cortiço. Ademais, a demolição está associada a uma desintegração, desapropriação do que um “integração”
c) criminalidade elevada – reordenação da ação repressora
Incorreta. A demolição é a ordeção da ação repressora
d) demográfico – erradicação de habitações populares
Correta. Os cortiços apresentavam uma grande concentração demográfica de pessoas pobres vivendo em condições insalubres. As condições das habitações favorecia a proliferação de doenças e “deixava a cidade feia”, por estes motivos neste período diversos cortiços foram demolidos, pessoas foram desabrigadas.