(UEMG - 2019) Os historiadores passaram a analisar o funcionamento da colônia. A realidade se revelava complexa. No lugar da imagem de colonos engessados pela metrópole, vem à tona um grande dinamismo nas relações comerciais dos principais portos do Brasil com o rio da Prata no sul da América, com Angola, Costa da Mina e Moçambique na África e Índia, e com Goa e Macau na Ásia. O que salta à vista é que muitas dessas áreas não eram de domínio português. Colonos do Brasil, portanto, comercializavam diretamente com outras regiões. Os comerciantes residentes no Brasil, no auge do Sistema Colonial, detinham o monopólio do lucrativo tráfico negreiro – e não a metrópole.
(www.revistadehistoria.com.br/secao/educacao/a-colonia-e-mais-embaixo. Acesso: 02/03/2014. Adaptado.)
As comparações entre a colonização inglesa e a colonização ibérica na América contribuíram para a atribuição de sentidos distintos a essas colonizações, povoamento e exploração, respectivamente. No entanto, a análise do texto revela que as recentes revisões historiográficas ampliaram as interpretações sobre as relações coloniais no clássico modelo de exploração, isso porque na prática a
colônia tinha certa autonomia comercial.
metrópole determinava o pacto colonial.
política mercantilista imperava na colônia.
postura liberal predominava na metrópole.
Gabarito:
colônia tinha certa autonomia comercial.
a) colônia tinha certa autonomia comercial.
Correta.
b) metrópole determinava o pacto colonial.
Incorreta. Esse não é o ponto fulcral do texto - e sim, o modo como em determinados casos, a colônia obtinha relativa autonomia em atividades econômicas, mesmo sob a batuta do Pacto Colonial.
c) política mercantilista imperava na colônia.
Incorreta. A política mercantilista predominava nas metrópoles, não nas colônias, que eram áreas geralmente atribuídas à exploração.
d) postura liberal predominava na metrópole.
Incorreta. Havia um forte controle das atividades econômicas e políticas na colônia, asseguradas pelo Pacto Colonial.