A carteira de trabalho é o documento em que fica registrado o contrato de trabalho no Brasil.
Analise a charge a seguir publicada recentemente sobre as novas relações de trabalho.

A cena da charge apresenta uma crítica à
terceirização do trabalho que garante autonomia aos trabalhadores contratados.
reestruturação produtiva que transfere para os sindicatos os custos com os trabalhadores.
informalidade do emprego que aumenta a insegurança do trabalhador frente ao capital.
individualidade do trabalho, com a qual o trabalhador desenvolve uma atividade específica.
concentração do processo produtivo em um único espaço, o que possibilita um rígido controle das tarefas.
Gabarito:
informalidade do emprego que aumenta a insegurança do trabalhador frente ao capital.
a) Incorreta. O foco da crítica não é a questão da terceirização, ainda que este seja um elemento do cenário contemporâneo — conhecido por precarizar as relações trabalhistas.
b) Incorreta. Não existem elementos na charge que possibilitem tal interpretação, dado que não há menção a sindicatos ou aos custos do trabalhador, e sim à relação entre a Carteira de Trabalho e as ofertas de emprego.
c) Correta. Pensando a charge às luzes das novas relações de trabalho no Brasil, a questão nos indica que ela trata sobre a informalidade do emprego, gerada a partir da desvalorização da CLT: com a flexibilização desse âmbito, os direitos trabalhistas garantidos pela Carteira de Trabalho não são mais obrigatórios e, dessa forma, os trabalhadores se veem obrigados a aceitar as condições dos empregadores, ou seja, vagas cada vez mais informais (“Quem quiser a vaga vai ter que sair daí”). Vemos que o patrão oferece o emprego apenas mediante a saída debaixo do teto que protege os trabalhadores (a CLT, que garante direitos trabalhistas), logo, entende-se que existe uma certa chantagem do grupo empresarial para contratações sem a regulamentação devida, oferecendo vagas precarizadas no intuito de abaixar os custos.
d) Incorreta. A charge não trata sobre individualidade do trabalho: inúmeros trabalhadores estão “debaixo” da CLT, se tratando da circunstância das ofertas de emprego, e não há referência à nenhuma atividade específica.
e) Incorreta. Este não é um aspecto abordado pela charge, dado que não há referência aos espaços e à fiscalização de produção, a situação tratada diz respeito à própria obtenção de emprego, não à realização de funções.