(UEMA - 2015)
Fraqueza e covardia são as causas pelas quais a maioria das pessoas permanece infantil mesmo tendo condição de libertar-se da tutela mental alheia. Por isso, fica fácil para alguns exercer o papel de tutores, pois muitas pessoas, por comodismo, não desejam se tornar adultas. Se tenho um livro que pensa por mim; um sacerdote que dirige minha consciência moral; um médico que me prescreve receitas e, assim por diante, não necessito preocupar-me com minha vida. Se posso adquirir orientações, não necessito pensar pela minha cabeça: transfiro ao outro esta penosa tarefa de pensar.
Fonte: I. Kant, O que é a ilustração. In: F. Weffort (org). Os clássicos da política, v. 2, 6 ed. São Paulo: Saraiva, 2006.
Esse fragmento compõe o livro de Kant que trata da importância da(o)
juízo.
razão.
cultura.
costume.
experiência.
Gabarito:
razão.
b) Correta. razão.
O esclarecimento (aufklätrung) é um termo cunhado por Kant para expressar a saída do homem de uma menoridade, isto é, o processo de autonomia do ser humano por sua potencialidade racional, postulado do Iluminismo. A menoridade indica a incapacidade do indivíduo de usar da sua própria razão; as causas disso são a covardia e preguiça.
a) Incorreta. juízo.
O juízo é distinguido por Kant em outro contexto, no âmbito de sua epistemologia, no que tange às diferenças dos três tipos de juízos.
c) Incorreta. cultura.
A falta de cultura não indica o processo emancipatório do indivíduo segundo Kant, mas a razão.
d) Incorreta. costume.
O costume pode, muitas vezes, impedir o processo emancipatório que a razão empreende no indivíduo segundo Kant.
e) Incorreta. experiência.
A experiência não é distinguida no âmbito da questão da emancipação do ser humano.